Crônica II - Heróis


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Registrado em: 13 Jan 2014, 19:00

Mensagem 31 Mar 2016, 09:56

Re: Crônica II - Heróis

Sabbah manteve a mesma expressão no rosto todo o tempo. Honestamente, ele não ligava para a saída de Kain como pessoa. Mas a saída do recurso que ele enxergava como o que fora mais útil até ali lhe incomodava. Kain era bom. Tinha potencial. Se tivesse a oportunidade, iria tentar encurralá-lo sozinho em algum ponto depois, quando Kain estivesse indo, pra lhe dar seu... presente de despedidas:

- Se precisar de... auxílio contra seus irmãos, pode pedir ajuda de...- Ponderou. Sorriu.- De um dos meus. Na capital de Ahlen, no orfanato Berço de Lena ou um bordel chamado a Casa de Preto... Eles podem lhe oferecer serviços, equipamento e até mesmo treinamento, pelo preço certo.- Sabbah não sorria mais, mas possuía uma expressão estranha no rosto, que estaria melhor colocada em um monstro do que em um humano.- Considere isso meu presente de despedidas, e minha raiva por estar perdendo um recurso tão valioso. Apenas bata três vezes no balcão e diga que veio comprar sapatos. Apenas isso. Mais nada. - Dito isso, iria virar as costas para Kain e continuar andando. Uma outra nobre queria falar com o grupo, aparentemente. - E Kain... Boa sorte com isso. Não creio que nos veremos novamente.
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- Six shots...
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Mensagem 31 Mar 2016, 10:24

Re: Crônica II - Heróis

A expressão de Sabbah lembravam a Kain o que ele havia perdido. A ignorância do mal que existia no mundo. Kain apenas sorri para ele e fala.

- Pensarei no seu, amigo. Mas não acho que nunca mais nos veremos. Cuide-se e cresça forte para ver além do horizonte que lhe colocaram.

Era um tentativa vazia de fazer um bem, mesmo que pequeno.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
o lema dos 3D&Tistas
"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
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Mensagem 01 Abr 2016, 15:04

Re: Crônica II - Heróis

O templo de Marah era um lugar muito tranquilo, mas Hendrid não estava em paz. Era como se em sua cabeça houvesse um martelo batendo sempre na mesma tecla:

"Eu preciso melhorar...Eu preciso melhorar."

A luta com Gilthunder fora traumatizante. Ver seus amigos caindo, sem conseguir fazer nada para impedi-los de serem feridos, era uma situação que Hendrid não queria ver se repetir. Por este motivo, o rapaz mal ficou no templo e já saiu à rua para treinar. Procurou um lugar mais afastado do centro da cidade, onde houvessem árvores, e ficou lá por horas, treinando seus chutes. Enquanto treinava, uma voz em sua cabeça seguia dizendo:

"Eu preciso melhorar... Eu preciso melhorar..."

Hendrid treinou até a exaustão, e depois do treino estava tão cansado que não se importou de dormir na rua, pois não tinha forças para sair do lugar. No dia seguinte, voltou ao templo só para comer, e depois foi continuar seu treinamento. Regressou ao templo quando já era noite, com as canelas sangrando, mas já se sentia mais confiante.

Hendrid só acordou com a entrada do clérigo no quarto. Sorriu ao ver Aldred bem, mas seu corpo estava muito dolorido do treino, e ele teve dificuldades em sair da cama.

Depois de dar 200 TO a mais para Hendrid, Aldred se toca que deveria fazer o mesmo. Afinal, Hendrid perdeu o braço para salvá-lo.

- Hendrid tome todas minhas moedas. Não preciso disso por enquanto. - Assim, Aldred separar seus 500 tibares de ouro para Hendrid.


Hendrid fica sem reação ao receber o dinheiro. Pensou logo em recusar, mas ponderou melhor a respeito. Viu que seus amigos gostavam mesmo dele, e estavam decididos no que iam fazer, portanto apenas respondeu:

-Está bem, eu fico com o dinheiro, mas ele é nosso, não só meu. Quando precisarem dele é só me avisar que eu o darei de bom grado

Kain escreveu:A luta havia acabado, mas as respostas não tinham vindo. Kain ficou pensativo nesses últimos dias em que não tinha nada a ser feito a não ser esperar.

Shabbat e Alice aparentavam estar a vontade e Hendrid pelo visto estava disposto a se adaptar a sua nova condição. Mas Kain estava inquieto e o motivo era seu passado, quanto mais tempo demorava mais seus irmãos estariam aumentando sua influência e era seu dever impedir eles.

Kain decide conversar com algumas pessoas, mas como esperado nada de útil ele descobre e quando Aldred finalmente acorda eles recebem a recompensa pelo ocorrido e aparentemente uma visita. Kain pede para o clérigo para pedir que ela aguardar um pouco, pois desejava conversar com o grupo antes de qualquer coisa. Kain conta o dinheiro e divide igualmente 500TOs para cada. 500 TO, uma verdadeira fortuna para alguns, mas para Kain era só dinheiro sem sentido. Ele pega 300 e deixa 200 para hendrid, pois ele precisaria mais.

- Isso é para você Hendrid, tente ter mais juízo a partir de agora, se lembre que não seremos jovens para sempre, exceto os elfos e Halflings, esses parecem nunca envelhecer. E tente preservar aquilo que realmente é importante e nunca mais faça o que tentou fazer anteriormente na luta com Gilthunder.

Kain então olha para Shabbat e Alice.

- Vocês dois também deveriam pensar mais no futuro, vocês podem pensar que são invencíveis devido a suas idades, mas como viram esse mundo não é nada gentil, então tentem valorizar aqueles que lhe ajudam e principalmente não pensem que os meios justificam os fins.

Kain então se vira para Aldred.

- E você, sei que é cabeça dura e inconsequente, mas tente ver além daquilo que está diante de si. Tivemos sorte com os bandoleiros e com Gilthunder, mas os deuses não aplaudem suicidas. Não sei se continuarão juntos depois de tudo isso. Eu sei que gostaria de continuar com vocês, mas pode não parecer, mais minha presença é uma ameaça a vida de vocês. Estou a caça de meus irmãos e de todos envolvidos em seus negócios e eles estão lidando com coisas realmente sérias. Se acha que Gilthunder foi difícil, com meus irmãos é ainda pior.

- Deixarei vocês por segurança de vocês, talvez voltemos a nos encontrar e caso precisem estarei a disposição. Deixarei isso aqui com você, Aldred. É o Anel de minha família, hoje não tem nenhum valor e é capaz de trazer problemas a vocês se ficarem mostrando, mas prestem atenção ao símbolo, talvez meus irmãos ainda o usem para demonstrar poder.

- Bem, me vou. Foi um prazer trabalhar com vocês, apesar das circunstâncias e não fiquem chateados com minha ida, a vida de aventureiro é assim mesmo. As vezes perdemos, as vezes ganhamos, mas enquanto estivermos vivos podemos continuar lutando ou aproveitar uma aposentadoria, mesmo que prematura.

Kain fica alguns segundo esperando as eventuais respostas dos seus companheiros, mas se lembra de um detalhe.

- Melhor se apressarem, ainda tem uma dama esperando ver vocês.

Havia um sorriso sincero em Kain. Ele realmente havia gostado deles, lembrava a família que ele perdeu.


Aquilo foi um grande baque para Hendrid. Seria muito mais perigoso para Kain se estivesse sozinho. O garoto não mede esforços para tentar convencer o arcanista de ficar com o grupo, mas Kain parecia decidido a não mudar de ideia. Sem esperanças, e um tanto emocionado, Hendrid se contenta em dizer:

-Está bem Kain, pode ir, mas lembre-se sempre de nós. Lutamos lado a lado, um defendendo a vida do outro, e por isso poderemos sempre contar um com o outro. Quando precisar de ajuda com seus irmãos, não exite em nos chamar, que eu irei ao teu encontro imediatamente.

Uma moça adentra o quarto. Ela veste uma capa com capuz, porém logo revela seu rosto. Seus cabelos são de um loiro prateado, os olhos lilás e a pele branca e delicada.

- Olá - ela encara cada um - Sou Victoria e imagino que vocês sejam os heróis que salvaram lady Alicia duas vezes e derrotaram Sir Aldric Gilthunder. Eu preciso de ajuda, na verdade, minha mãe precisa... Ela foi envenenada, e só existe uma forma de salva-la... Não temos dinheiro, mas podemos... - ela hesita por alguns instantes, então fixa o olhar em Hendrid - Ela pode fazer o braço dele crescer novamente!


A boa notícia deixa Hendrid em êxtase imediatamente. Sem nem pensar sobre o assunto, o garoto grita:

-SIM! SIM! Nós iremos ajudar!

Aquela oportunidade parecia ter caído do seu. Naturalmente ele estaria simplesmente feliz por poder ajudar a moça, mas a esperança de ter seu braço bom de novo era a única coisa que passava em sua cabeça naquele momento.

-O que exatamente precisamos fazer?
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Registrado em: 09 Dez 2013, 17:50

Mensagem 14 Out 2016, 14:04

Re: Crônica II - Heróis

Kain fica satisfeito com todos, ele não esconde seu sorriso. Principalemnte em ver a reação de Hendrid.

- Não se preocupem, se precisar eu grito uma mensagem.

Eles não entenderiam a mensagem, mas tudo bem.

- Bem, então me vou.

Kain faz uma reverência ao apanhar o chapéu e coloca sua máscara e saí antes que a visita entrasse. Cumprimenta a moça e vai sem dizer anda, ams nota uma estranha jovem de pele branca como leite e olhos vermelhos. Por algum motivo aquela aparência exótica chama a atenção de Kain, mas ele apenas faz uma rápida referência sem prestar se ela responde.

- Não sou Aldred, afinal das contas.

Kain dá uma pequena risada enquanto caminha em direção as escadas e rumo ao desconhecido. Kain apenas lamenta não ter descoberto os motivos de Gilthunder e desejava que tudo terminasse ali.

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Klaire havia chegado cedo junto com sua amiga Victoria para uma missão e iriam chamar aqueles que haviam salvado Alicia anteriormente para ajudar.

Klaire entendia que nem sempre deve-se contar com Milicianos ou mesmo o exército para certas missões. Mas pelo relato que ouviu era melhor confiar mais neles que um grupo que quase morreu nas mãos de Gilthunder.

- Vic, prefiro que fale com eles antes de me introduzir ao grupo. Sei que gostaria que alguém de confiança conduzisse o grupo. E eles pelo visto não entendem a urgência dessa missão.

Klaire fica afastada da porta e de Victoria para o tempo desses pretensos heróis discutirem o que fosse.

Depois de uns minutos a porta se abre e um cara vestido de vermelho saí pela porta e faz um rápido cumprimento para Victoria e depois faz o mesmo. Klaire não gostava daquele tipo de atitude, mas achou curioso a forma que ele se mostrava.

- Não deveria criticar tanto esses heróis, talvez eles tenham tido uma vida tão difícil como eu.

Klaire então apenas aguarda Victoria chamar.
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