Crônica III - Sangue Sagrado


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Mensagem 27 Jun 2016, 20:55

Re: Crônica III - Sangue Sagrado

Capítulo 4
Retorno e Acerto de Contas


Depois de uma breve discussão na saída do templo, o grupo parte de volta para Altrim. Sabbah disparou na frente para agir como batedor, apesar de ter outras motivações.

O clima não poderia estar pior e a viagem de volta se mostrou "pesada" de diversas formas. Uma porque eles estavam cansados, tinham lutado com goblins, wargs e ogros e enfrentando seus piores medos. Outra porque conflitos pareciam cada vez mais frequentes e era incerto dizer qual seria o futuro daqueles indivíduos. A manhã ameaçava chegar quando surgiu um bom momento para descanso e comer algo, depois de mais ou menos uma ou duas horas era hora de partir novamente, porém alguém mais atento perceberia que Sabbah não retornou para relatar nada.

***

Pouco depois da onze da manhã o céu era de um azul límpido e fazia muito calor. Todos perceberam que Alice voltou a sua forma normal quando o sol nasceu.

Altrim se fazia vista agora, mais ou menos dali a uns vinte minutos seria possível alcança-la.

Mais longe dali, diante dos portões da cidade estava estava um lefou assassino, meio ofegante, concluindo que deveria ter conseguido uma vantagem de mais ou menos vinte a trinta minutos. Seu objetivo o levou a passar por alguns guardas e uma patrulha de minotauros, pelo mercado e pela praça, depois seguir por uma rua menor até avistar o templo. Adentrou e rumou direto até a sala no subsolo. Ali estava a celestial encostada em uma parede, de asas murchas e caídas. A pele seca. Ela o olhou.

Sua filha que estava mais ao canto levantou-se e o encarou confusa.

Ele teria tempo de uma ou duas perguntas antes dos outros chegarem.
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Mensagem 27 Jun 2016, 21:19

Re: Crônica III - Sangue Sagrado

- Quieta.- Ele disse apontando o dedo para a filha da celestial. Sabbah não estava com paciência. Não, aquele nem mesmo era Sabbah. Também não era o Agente, porque ele tinha emoções ali. Era algo primal, algo mais próximo da verdadeira natureza dele, um híbrido entre suas duas identidades. Andou até dois passos de distância da celestial.- Eu me pergunto... Se eu conseguiria te matar nesse estado antes da sua filha me matar pelas costas.- Disse ele, derrubando uma de suas adagas e a jogando para perto da cliente com o pé. Curiosidade genuína. Mas então ele se ajoelhou perante a celestial. - Eu quero respostas. Você me encarou de maneira estranha antes. E então eu me ajoelho em respeito, porque você sabe de algo.- Os olhos vermelhos a encarando friamente. - O que eu sou? Você sabe algo, algo que os meus superiores viram e não gostaram. E não é apenas a Tormenta, não é?- Ainda tremeu ao mencioná-la.- Eu nunca lidei bem com deuses. Por instinto, tenho ódio da maioria. Te desprezo por sua simples natureza relacionada à eles.- Ele não sorria, não demonstrava muito, mas por dentro, estava ansioso.- E imagino que seja mútuo. Então, minha cara, eu lhe questiono. O que é isso?
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Mensagem 28 Jun 2016, 16:12

Re: Crônica III - Sangue Sagrado

Enquanto caminhava com o grupo, Aldred via Altrim se aproximando.

- Mal posso esperar pra tomar um bom banho no templo. - Diz, descontraído.

- Logo você será inteiro de novo, meu caro! - Aldred envolvia Hendrid com um braço, num abraço camarada. Aldred sorria com a perspectiva.

- Vai dar tudo certo. - Ele mirava o horizonte, otimista.
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Mensagem 28 Jun 2016, 16:17

Re: Crônica III - Sangue Sagrado

Klaire caminha observando o grupo mais atrás. Alice voltando a sua máscara humana era algo interessante e ela foi pega com a frase do Aldred. Um banho seria uma boa depois de recolher todos aqueles corpos.
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Mensagem 28 Jun 2016, 19:41

Re: Crônica III - Sangue Sagrado

O clima era tenso enquanto voltavam a Altrim. Hendrid passou a viagem sem falar muito...
Aldenor escreveu:Enquanto caminhava com o grupo, Aldred via Altrim se aproximando.

- Mal posso esperar pra tomar um bom banho no templo. - Diz, descontraído.

- Logo você será inteiro de novo, meu caro! - Aldred envolvia Hendrid com um braço, num abraço camarada. Aldred sorria com a perspectiva.

- Vai dar tudo certo. - Ele mirava o horizonte, otimista.


A fala de Aldred veio num momento muito oportuno para "quebrar o gelo". Hendrid voltou a se sentir bem, graças ao amigo, e a menção à "volta" de seu braço fez com que ele abrisse um largo sorriso. De súbito, ele passou a estar muito ansioso. Era todo sorrisos e mal podia esperar para chegarem ao templo.
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Mensagem 02 Jul 2016, 11:58

Re: Crônica III - Sangue Sagrado

Capítulo 4
Retorno e Acerto de Contas


A garota olhava a cena com olhos chorosos. Sabbah muito próximo da celestial, ela por sua vez balançou a cabeça, tossiu um pouco e esboçou um sorriso triste.

- Poder, ambição e genialidade... É disso que sua outra parte alienígena é feita, elevada até um nível corrupto! Eu lutei no exército de deuses contra os Três, mas faz tanto tempo - ele se encostou na parede, cansada - sua outra parte veio dos...

A porta se abriu e o restante do grupo adentrou, vislumbrando Sabbah frente a frente com a Fúria.
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Mensagem 02 Jul 2016, 12:14

Re: Crônica III - Sangue Sagrado

- Entendo, entendo. Genialidade, poder e ambição.- O grupo abria a porta, e Sabbah desviava o olhar para eles, sem mover um músculo.- Senhores... Bem vindos. Vocês são dolorosamente lentos. Eu estava tendo uma tendo uma tão fenomenal discussão com nossa anfitriã.- E então, desviou o olhar para a filha dela que chorava.- Minha cara, poderia enxugar seus olhos e ir nos buscar chá? Essa viagem deve ter sido cansativa para o resto de meus associados.- Cuidadosamente expandindo sua sombra. Retornou o olhar para a celestial. Aquela coisa aberrante que naquele momento se chamava de Sabbah e Agente tinha uma expressão satisfeita no rosto. - Você dizia que lutou na Revolta, não é? Por favor, me diga mais. Estou profundamente interessado em saber. Por seu tom de voz, sua expressão, creio que deve ter sido fascinante. E suspeito que pelo contexto, seu desgosto por mim tenha sua origem aí, não é? Genialidade, poder e ambição. - Caso o grupo interrompesse, o lefou iria esperar que terminassem de falar para responder, sem erguer o tom. - Poderiam ser pacientes como sua contratante, a filha de minha interlocutora? Lady Santis, ensine-os a ter etiqueta no meio tempo.

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Ele não falava com o mesmo tom de provocação e inocência falsa de Sabbah. Nem com a praticidade robótica do Agente. Ele falava e se portava de maneira mais velha do que era, enquanto se mantinha ajoelhado de frente à celestial, no que podia tanto ser uma paródia corrupta de respeito quanto respeito genuíno a algo cuja mera existência o enojava.
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Mensagem 02 Jul 2016, 13:09

Re: Crônica III - Sangue Sagrado

Klaire finalmente retorna e vê Sabbah com a mãe da Victoria.

- Sabbah, não me importo com os seus desejos, então espere um pouco antes de se satisfazer. Alice, entregue logo o item de nossa missão.

Klaire mantinha um tom sério e pratico. Não perderia tempo com melodramas infantis.
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Mensagem 02 Jul 2016, 15:10

Re: Crônica III - Sangue Sagrado

Aldred vê Sabbah ajoelhado em frente à celestial.
"Por essa eu não esperava..."

Quando Sabbah pede para Victoria pegar chá, Aldred estreita os olhos.
"Tem alguma coisa errada aqui... claro que tem, é o Sabbah..."

O lefou parecia bastante falante, bem diferente dos últimos dias.

- Está muito falante, Sabbah. Por mais que me interesse também em saber dessa história, acredito que temos uma certa urgência em restabelecer a saúde da celestial. E o braço de Hendrid.

Ele fala sério para o garoto lefou, olhos estreitados, braços cruzados ao lado da porta. Depois, seus olhos deslizam até Alice.

- Por favor. - ele faz um gesto com a mão para ela seguir adiante.
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Mensagem 02 Jul 2016, 16:32

Re: Crônica III - Sangue Sagrado

Alice adentra a sala que a Furia repousava vendo Sabbah ali já conversando com ela.

Sabbah escreveu:- Entendo, entendo. Genialidade, poder e ambição.- O grupo abria a porta, e Sabbah desviava o olhar para eles, sem mover um músculo.- Senhores... Bem vindos. Vocês são dolorosamente lentos. Eu estava tendo uma tendo uma tão fenomenal discussão com nossa anfitriã.- E então, desviou o olhar para a filha dela que chorava.- Minha cara, poderia enxugar seus olhos e ir nos buscar chá? Essa viagem deve ter sido cansativa para o resto de meus associados.- Cuidadosamente expandindo sua sombra. Retornou o olhar para a celestial. Aquela coisa aberrante que naquele momento se chamava de Sabbah e Agente tinha uma expressão satisfeita no rosto. - Você dizia que lutou na Revolta, não é? Por favor, me diga mais. Estou profundamente interessado em saber. Por seu tom de voz, sua expressão, creio que deve ter sido fascinante. E suspeito que pelo contexto, seu desgosto por mim tenha sua origem aí, não é? Genialidade, poder e ambição. - Caso o grupo interrompesse, o lefou iria esperar que terminassem de falar para responder, sem erguer o tom. - Poderiam ser pacientes como sua contratante, a filha de minha interlocutora? Lady Santis, ensine-os a ter etiqueta no meio tempo.


Ela ficou parada apenas observando a cena sem realmente adentrar a sala, parada no portal.

Klaire escreveu:- Sabbah, não me importo com os seus desejos, então espere um pouco antes de se satisfazer. Alice, entregue logo o item de nossa missão.

Klaire mantinha um tom sério e pratico.


Aldred escreveu:- Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzztt.

Ele fala sério para o garoto lefou, olhos estreitados, braços cruzados ao lado da porta. Depois, seus olhos deslizam até Alice.

- Bzzzzzztt. - ele faz um gesto com a mão para ela seguir adiante.


Parada longe dos outros Alice tira a orbe de vidro de dentro de suas veste e começa a observa-la então se vira para Sabbah na porta da sala com olhos frios e desprezo.

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- Não fale sobre etiqueta comigo verme.

Alice nunca tinha sido tão brusca e olhando para a fúria e sua filha ela continua.

- Sua parte primeiro.

A onomatopeia ai da fala do Aldred é estática de Tv....
Se alguém se mover em direção a Alice ela ameaça a quebra a orbe no chão.
- Não se mova... e qualquer movimento brusco e isso vai escorregar de minhas mãos.
Deixo Ação preparada para tal ato se alguém realmente for vim para cima de mim e se a orbe não quebra ainda mando um misseu magicu nele.
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