Crônica I - A Morte da Inocência


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Mensagem 25 Jan 2016, 17:36

Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Aldred passou o braço no rosto para limpar um pouco do sangue do cultista morto. Ele respirava pesado devido às emoções à flor da pele.

"Alicia está temporariamente salva. Vejamos... dois arqueiros... Kain está ferido... Sabbah desapareceu, espero que ele não nos traia agora... Hendrid vai morrer se continuar sangrando desse jeito, ele me salvou, tenho que ajudá-lo... "

Os arqueiros provavelmente preparavam mais uma saraivada. Kain falava tenebrosamente e Aldred não sabia identificar a extensão de suas feridas. Os arqueiros provavelmente iriam seguir as instruções do líder, mesmo após a ameaça de Kain. Isso significava uma saraivada nele.

O guerreiro com a espada bastarda, líder dos bandoleiros, era muito poderoso. Derrotou Hendrid com um único golpe. Ele poderia matar Kain rapidamente e era o perigo mais iminente. Os arqueiros iriam ter que esperar.

"Que Valkaria guie meus passos agora... "

- AAAAAHHH!!!!

Girando sua espada, Aldred rodopeia saltando e gritando sobre o líder dos bandoleiros. Era um movimento perigoso, mas Aldred tinha que pô-lo pra baixo o mais rápido possível. Assim, talvez, os bandoleiros parassem a peleja.

Aldred faz uma Investida no líder-guerreiro com Pata do Leopardo, mas sem Ataque Poderoso, pra aumentar as chances de acerto. Total, ataque +8, dano 1d8+3, crítico 17-20. Gastando meu Ponto de Ação, uso ação padrão pra atacar novamente o líder dos bandoleiros se ele continuar de pé. Mas dessa vez, o ataque é +6, com dano 1d8+3, crítico 17-20. Se ele tiver caído no primeiro golpe, não uso o Ponto de Ação.
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Mensagem 26 Jan 2016, 16:01

Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Hendrid estava sem braço. Sabbah perdeu o sorriso por um momento. Aquilo não era previsto. Aquele cara era bom. Muito bom. Bom o suficiente para algo que não era Sabbah retornar. Iria sacar uma flechas e anuciar, das sombras, para o líder dos bandoleiros:

- Você já arrancou o braço de um dos nossos, e nós matamos o seu chefe. Eu tenho uma proposta pra você. Eu te darei parte da recompensa e um endereço aonde poderá retirar mais dinheiro, e você e seus homens... Os que sobraram... Podem sair daqui. Ou podemos continuar lutando, e assim que matarmos aqueles dois ali e te capturarmos, eu vou brincar com você um pouco sozinho. E acho que depois do que você fez com nosso aliado aí, ninguém vai se opor se eu me divertir um pouco mais do que o necessário.

Enquanto Kain vai blefar pros arqueiros, Sabbah vai tentar Intimidar (+4... Ugh) o líder dos bandoleiros. Caso não dê, Sabbah atira uma de suas flechas (+5) contra o mesmo.
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Mensagem 29 Jan 2016, 18:25

Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Capítulo 5
Face do Mal


A tensão toma o ar. O líder dos bandoleiros está pálido e sangra. No alto do escada o arqueiro mira Kain e dispara mais uma flecha. A seta voa veloz e atravessa a coxa esquerda. A dor é aguda, e se expande pelo corpo todo. O mundo simplesmente fica distante e ele não consegue se mexer, apenas olhar a flecha atravessando sua coxa e apontando do outro lado.

Das trevas Sabbah tenta intimidar e solta uma proposta. O homem se endireita.

- Não vou acreditar em alguém oculto nas sombras...

Ele saca um frasco do cinto, arranca a rolha com a boca e bebe o conteúdo verde brilhante. A cor volta ao seu rosto quando ele avança para Aldred.

- Fiquem de olho lá embaixo - depois olha para o lutador - acabou seu merdinha.

O arqueiro seguinte encaixa mais uma flecha e dispara contra Kain. A flecha se aloja no abdômen e o arcanista vê seu mundo escurecer, mas ele ainda consegue manter os olhos abertos, com força de vontade decide que não cairá ainda.

Aldred se vê diante do oponente, sem poder realizar sua investida, mas ainda apto a atacar. Sua espada vem na horizontal e abre um corte no peito do guerreiro. Em seguida gira a arma em suas mãos e desfere um corte reverso, mais abaixo. A lâmina negra abre couro, pele e músculos, fazendo os intestinos caírem diante dos dois e o cheiro ácido tomar conta do ar. O guerreiro tenta inutilmente segurar suas tripas. Neste momento os arqueiros se encostam as paredes e largam seu arcos, enquanto o corpo rola escada abaixo.
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Kain 2 Pv's
Editado pela última vez por John Lessard em 30 Jan 2016, 21:22, em um total de 3 vezes.
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Mensagem 29 Jan 2016, 18:41

Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Dor, o mundo era só dor. O sangue escorria farto e tudo fica escuro quando uma segunda flecha o acerta.

- Maldita seja a minha família, se não fosse por vocês...

Mas Kain ainda estava de pé e seus olhos foram até os dois arqueiros.

- Aconselho a ficarem deitados de bruços no chão enquanto trato meu companheiro abatido e qualquer gracinha posso esquecer que se renderam.

Kain retira as flechas com cuidado para não aumentar o estrago e depois caminha até Hendrid, mas observa antes o corpo do líder para ver se ele possui outra poção que ajude Hendrid mais que seu poder restante.

Ok, posso pedir 10 de Cura 5 em mim e no Hendrid? Se não faço cura 5 só no Hendrid e vou vasculhar o corpo do cara antes de ir para o Hendrid. Caso ele não tenha nada de útil eu uso os PMs que recuperei para curar o Hendrid e a mim
.
Editado pela última vez por Lord Seph em 31 Jan 2016, 06:56, em um total de 2 vezes.
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Mensagem 30 Jan 2016, 19:56

Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Dois feridos. Hendrid e Kain estavam morrendo.

"Acabou."

- Se meus companheiros morrerem, vocês estão fodidos, seus merdas. - Aldred disse com dentes rangindo em direção aos bandoleiros rendidos.

Em seguida, Aldred procura com os olhos Sabbah.

- Sabbah, tente ajudar Kain e Hendrid...

Aldred não sabia muito bem o que fazer. Havia dos inimigos rendidos, mas ainda eram um perigo. Kain e Hendrid sofriam e havia Alicia.

Aldred engole seco e caminha confiante até a moça sequestrada, limpando o sangue em seu rosto.

- Milady, você está salva.

Aldred dá o seu melhor sorriso para tentar confortá-la e criar o clima de segurança.

Minha ação livre é dar o recado pros bandoleiros com cara de mau, falar pra Sabbah tentar dar seu jeito com Hendrid e Kain. Ação de movimento até a Alicia (já que Aldred estava bem perto dela) e ação padrão é soltá-la.
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Mensagem 01 Fev 2016, 20:08

Re: Crônica I - A Morte da Inocência

- Ok, ok...

Iria sair de seu esconderijo e ir até Hendrid primeiramente.

- Não posso fazer muito para ajudá-lo. Kain, você consegue ficar de pé?- Assim que recebesse sua resposta, iria até o guerreiro inimigo. Se ele estivesse morto, iria simplesmente procurar por seus pertences em busca de algo valioso. E depois, iria se virar para os arqueiros. - Mão nas cabeças, iremos confiscar os arcos e então lhes soltaremos. Kain, assim que puder, ajude Hendrid e a garota a saírem daqui. Aldred, você fica por aqui para garantirmos que eles não vão tentar vingar o chefe enquanto Kain retira a garota e Hendrid para levá-los até Alice, pode ser?

O sorriso no rosto de Sabbah traia sua intenções. Ele queria que os homens tentassem algo. Ele queria matá-los. E se visse a chance, iria matar. Eles mereciam. Só queria que lhe dessem uma razão ou uma abertura. E suas flechas iriam cantar.
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Mensagem 01 Fev 2016, 20:30

Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Capítulo 5
Face do Mal


Kain mancou até Hendrid e caiu pesadamente sobre o corpo do companheiro. Demorou alguns segundos para finalmente conseguir se focar no que iria fazer. Primeiramente rasgou a camisa do rapaz ferido e fez uma bandagem da melhor maneira que pôde, não encontrou nenhuma poção a mais com o guerreiro morto, por isso usou seus poderes para amenizar mais a dor. Em seguida fez o mesmo consigo, e neste momento Sabbah se aproxima e trata de dar cobertura para os outros e vigiar os bandoleiros.

Enquanto isso no alto da escada Aldred sente cada músculo de seu corpo tremer depois que toda a adrenalina passou. O suor escorreu por sua testa, misturando ao sangue inimigo. Ele caminha até a moça com seus olhos verdes chorosos e a desamarra das cordas comuns que a prendiam. Ela de repente o abraça de súbito e cai aos prantos. O cheiro de suor e flores inunda as narinas de Aldred.

- Obrigada, obrigada...

O casal então pode descer entre os bandoleiros, que não tentam nada enquanto estão na mira de Sabbah. Alicia esconde o rosto no tórax do lutador. Aparentemente estava acabado.
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Kain: 390 XP/5 Pvs

Hendrid: 400 XP/16 Pvs

Aldred: 400 XP

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Mensagem 02 Fev 2016, 08:20

Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Aldred vai acalmando sua própria respiração e mantém o corpo firme para evitar passar inseguranças para a garota. Ele recebe o abraço e alisa seus cabelos dourados.

- Vamos embora. Vamos rever seu pai, sua família. Um dia tudo isso não passará de um pesadelo, uma lembrança.

Aldred ajuda Alicia a andar pelos degraus até o encontro de Kain, Hendrid e Sabbah.

- Certo, Sabbah. - Aldred se resume a responder. Por ele, todos iam embora juntos. Ele duvidava que os bandoleiros fossem fazer qualquer coisa. Aldred estava apenas com um inchaço devido ao escorregão no começo da contenda, não havia sido atingido por nenhum inimigo. Ele apostava que os bandoleiros estavam com medo dele. Ao mesmo tempo, não confiava deixar a jovem aristocrata nas mãos de Sabbah. Mas não iria começar uma desavença agora. Poderia fortalecer o moral dos inimigos e enfraquecer a confiança de Alicia. A pobre moça já havia sofrido o bastante.

Assim, Aldred fica para trás e aguarda todos irem embora. Quando isso acontece, quando ele é o último do seu bando no local, quando ninguém pode mais ouvi-lo, ele se vira para os bandoleiros:

- Perceberam que não adianta mexer com pessoas ricas, não é? Eles vão contratar gente para matar vocês. Se eu fosse vocês, me filiava a uma organização maior para atacar esses nobres, aristocratas, burgueses em geral. Ficar sob o comando de um zé ninguém - Aldred aponta o dedo para o guerreiro caído - e atacar gente rica só vai lhes trazer desgraça. Então, sejam espertos. Sairão daqui com vida e livres. Eu não vou impedi-los. Tentem se filiar a um grupo maior, ou larguem essa vida e vão procurar um nobre para servir como cães para o resto da vida.

Aldred vira as costas, sem confirmar se estava sendo muito claro em sua fala. Nem ele mesmo entendia porque tinha dito aquelas coisas. Ele desprezava a nobreza, mas trabalhou para um deles para salvar uma jovem. Mas em sua cabeça, ele lutara para proteger pontualmente a fraqueza de uma pessoa frente a ameaça de outras gananciosas e o cultista maligno. Religião estragava tudo. Mas se Alicia fosse uma guerreira raptada, e os sequestradores não fossem um bando de pessoas tentando enriquecer e servir a um sacrifício de um deus maligno, ele pensaria duas vezes em tentar salvá-la. Mesmo assim, ele sentia que devia umas últimas palavras aos bandoleiros.

- Mas se algum dia vocês atacarem o povo comum, os servos, plebeus, camponeses, o povo trabalhador para roubar seus já espoliadas soldos ou sacrificar já suas suplicantes vidas... - ele fecha o punho da mão direita - Eu vou matá-los sem perdão algum. Sem choro. Sem remorso. E vou gostar.

Ele termina de ir embora. Com um sorriso no rosto.
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Mensagem 02 Fev 2016, 09:44

Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Agora estava tudo terminado, Kain estava cansado e apenas queria logo ir embora. Mas agora era o momento mais brutal do serviço e Kain olha para os companheiros com um olhar sem nenhuma emoção e fala para Shabbath.

- Shabbath, quero que corte a cabeça do sacerdote e do líder, levaremos isso como prova para o pai da garota. Talvez possamos descobrir algo a mais e vocês dois, desapareçam e leve os outros dois lá fora junto e avisem a mulher que se ela ou vocês vierem atrás de nós eu garanto a vocês que vão desejar que o próprio Khalmyr venha intervir para permitir que vocês vivam mais um dia.

Kain não estava disposto a perder tempo e vai embora sem olhar para mais ninguém.
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Mensagem 03 Fev 2016, 15:59

Re: Crônica I - A Morte da Inocência

Hendrid estava em um pequeno barco de madeira pescando com um amigo. Era confortante sentir a oscilação da embarcação enquanto flutuava. Estavam em um grande lago, de águas calmas e cristalinas.

Hendrid não conseguia ver sua vila. Na verdade , não conseguia nem ver a margem. Era como se todo o universo se resumisse àquele lago, calmo, tranquilo. Ele estava em paz.

De repente, seu ombro direito começou a doer. Seu amigo o puxava pelo braço, mas, sem saber porque, Hendrid não queria prestar atenção. O amigo puxou novamente, com mais força ainda. Hendrid sentiu a dor aumentar subitamente, até que o tal amigo arrancou o seu braço e eles caíram no lago.


Hendrid acordou com a cabeça girando. Estava com a vista embaçada e sentia muita dor no ombro. Olhou para o lado e viu um braço solto, derrubado no chão ao seu lado.

"Deve ser de um dos bandoleiros"

Estava deitado de barriga para cima, e, quando viu a quantidade de sangue que havia de baixo de si, tentou se levantar o mais rápido possível. Foi girar para o lado direito, afim de se apoiar no braço para se erguer. Não sentiu o apoio do braço e acabou rolando sem querer por sobre a poça de sangue.

Hendrid não conseguiu acreditar quando entendeu o ocorrido. Gritou loucamente ao se dar conta de que o braço caído ao lado era seu. Não podia ser verdade. A dor era indescritível, e o seu medo maior ainda.

Então, se lembrou do que acontecera. Estava lutando com um enorme homem. Pelo movimento de seus braços, viu que ele visava atacar outra pessoa. Quem o brutamontes ia atacar era Aldred. Sem pensar duas vezes, Hendrid se atirou para ficar entre o amigo e a espada do adversário. A espada do bandoleiro acertou-o em cheio, separando seu braço do resto do corpo, e então tudo ficou escuro.

Hendrid começa a chorar quando a ficha cai. O que seria de sua vida apenas com um braço? Como iria ajudar as pessoas, lutando debilmente com a mão esquerda?

Olhando para o lado, vê Kain indo embora, e o chama para que ajudasse-o a levantar:

-Kain! Kain! Me ajude por favor!
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