Tormenta Alpha - A Maldição do Trono (ON) Fechado

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Aquila
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Tormenta Alpha - A Maldição do Trono (ON) Fechado

Mensagem por Aquila » 06 Abr 2016, 18:59

A Maldição do Trono - Parte 1: A Sombra Por Trás do Trono

A Guerra Táurica em Ahlen
Depois de vários anos se recuperando da devastação causada pelas Guerras Táuricas, o outrora poderoso e orgulhoso Reino de Ahlen, volta a ter esperança no futuro. Arrasado pela passagem das tropas do Império de Tapista, em seu caminho para conquistar Valkaria, Ahlen foi a primeira defesa verdadeira contra a força dos minotauros.

Tradicionalmente uma terra de intrigas e manipulações políticas, onde as línguas eram mais afiados do que qualquer espada, quando se viu ameaçado pelo avanço dos minotauros, o reino se transformou em uma nação de cavaleiros dispostos a defender suas famílias e sua liberdade (ou, segundo seus adversários, sua própria riqueza e modo de vida aristocrático, mantido pelo sangue de escravos). Independente da motivação dos ahlenianos, quando os minotauros chegaram no reino, foram recebidos por uma força militar bem organizada, formada principalmente por nobres jovens românticos e idealistas e soldados-escravos cuja liberdade dependia de sua própria sobrevivência na guerra.

O resultado, a história conta. As forças de Ahlen pouco fizeram para retardar o avanço das inúmeras legiões de Tapista. A queda do reino e o consequente ataque à capital Valkaria, foram inevitáveis. Contudo, mesmo depois do fim da guerra, o reino voltou a fazer parte do Reinado. Acredita-se que a libertação do reino foi negociada como parte do acordo feito pelo Rei-Imperador Thormy quando assinou os termos de rendição. Entretanto, em Ahlen, a história conta que foi através do sacrifício de seus cavaleiros e soldados, que o reino conquistou o respeito do Império. Impressionado pela bravura de seus cavaleiros e pela coragem e habilidade de seu rei, Aurakas, o Princeps de Tapista, concedeu ao reino sua liberdade. Quando a guerra acabou, Ahlen estava livre, porém, o preço pago pela liberdade foi alto.

Depois da passagem dos minotauros, o reino estava arrasado. Suas reservas estavam esgotadas; grandes casas nobres haviam perdido praticamente tudo, abrindo espaço para a ascensão de novos nobre, oriundos das classes mercantes, que enriqueceram com o sofrimento causado pela guerra; sem defesa, regiões afastadas da capital começaram a sofrer com ataques de bandidos inescrupulosos e nobres revoltosos.

O Rei Thorngalda Vorlat começo então a usar toda a sua habilidade política para restaurar Ahlen. Seu próprio futuro dependia disso. Foram necessários vários anos de trabalho para salvar o reino, viajando pelo Reinado, ora ameaçando cobrar dívidas antigas, ora suplicando por qualquer ajuda, por menor que fosse. Foi nessa época que as restrições para a entrada de estrangeiros e inumanos enfraqueceu, pois o rei sabia que devia aceitar ajuda, não importando de quem viesse. A escravidão dos goblins também diminuiu, pois somente as famílias mais ricas podiam comprar e manter escravos. Hoje, os goblins se amontoam pelas ruas, implorando por qualquer tipo de trabalho, ou então se voltando para o crime.

Ahlen Hoje
Depois de vários anos de trabalho, onde o ganancioso e orgulhoso povo de Ahlen botou temporariamente suas diferenças de lado, o reino voltou a crescer. As plantações e fazendas produziram de modo satisfatório, saciando a fome de todos (com a cruel exceção dos goblins); as disputas internas entre os nobres diminuíram, graças a contratação de um habilidoso (e barato), exército mercenário.

Como parte de sua política de negócio, o Rei Thorngald Vorlat, aliado a poderosa Liga dos Mercadores de Nilo, abriu as fronteiras do reino para todos os tipos de negócios., culminando com a iminente Grande Feira de Thartann, criada para rivalizar e ofuscar a distante Feira de Malpetrim.

Seja por causa da habilidade diplomática do Rei Thorngald ou dos contatos da Liga dos Mercadores, o fato é que a Grande Feira de Thartann já é um sucesso. Nos últimos meses, dezenas de comerciantes de todo o Reinado e Império confirmaram presença, atraindo negociantes e recursos para a cidade, que ferve com a multidão. Tamanha foi a promoção da feira que muitos regentes e nobres de reinos vizinhos confirmaram presença, criando uma nova expectativa. Os reis de Tollon, Collen, Zakharov e representantes enviados por Wynlla, confirmaram presença em uma reunião com o rein Thorngald. Como se isso não bastasse, o dia da Feira coincidirá com a passagem de Vectora sobre Thartann.

Nas últimas semanas, os habitantes de Thartann foram surpreendidos pela notícia de que Shivara Sharpblade, a Rainha-Imperatriz do Reinado e Aurakas, Imperator de Tapista, viriam a Thartann para um encontro diplomático. Imediatamento os boatos sobre o motivo da reunião começaram a surgir. Alguns deles falam sobre um possível acordo para a libertação do Rei Thormy, aprisionado como parte do acrodo de rendição de Valkaria; outros, sobre o pagamento de uma soma em dinheiro para evitar uma nova guerra; outro boato, apenas sussurrado, fala de um acordo muito pessoal entre Shivara e Aurakas.
Editado pela última vez por Aquila em 24 Mar 2017, 16:54, em um total de 4 vezes.

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Re: Tormenta Alpha - A maldição do Trono (ON) (Vagas)

Mensagem por Aquila » 06 Abr 2016, 19:37

Rawiri, Andarilhos das Areias

Caminhando pela Praça das Caravanas, no Portão Leste de Thartann, Rawiri observa os últimos raios do Sol tocarem as torres mais altas do grandioso Palácio Rishantor, dando-lhes a aparência de colunas de fogo escarlate. Em meio às sombras, a escuridão do crepúsculo é lentamente substituída pelas luzes das casas e mansões da cidade; o som de vozes preenche o ar, vinda das praças e tavernas lotadas; apesar do frio da tarde, o céu é limpo e estrelado - e uma lua crescente já mostra sua face, como uma adaga de prata. Enquanto caminha pela praça, evitando grupos de viajantes que chegam para a Grande Feira, Rawiri relembra os motivos que o levaram à Thartann.

Fazia alguns dias que o Andarilho das Areias estava em Ridembarr, uma vila a oeste de Valkaria. De alguma forma, mesmo sabendo que na capital poderia encontrar trabalho como guarda muito mais facilmente, ele evitava partir para um lugar com tanta gente. Apesar de suas vestes e hábitos estranhos, Rawiri não chamava muita atenção na pequena cidade, acostumada a receber viajantes de todos os lugares do mundo. Poucos deram atenção quando, certa noite, um homem igualmente misterioso se aproximou do guerreiro.

Seu nome era Abbas, e suas vestes e sotaque eram muito familiares à Rawiri. Abbas era um homem do Deserto da Perdição. De cabelos negros, olhos castanho-escuros e uma expressão severa, mas jovial, o homem se apresentou como emissário de Salini Alan, um mago e mercador do Deserto da Perdição à procura de soldados e guardas para sua caravana. De alguma forma, Salini Alan tinha ouvido falar da habilidade de Rawiri e enviou um de seu emissário para contratá-lo. Entre o momento em que aceitou o contrato, foi recebido entre os membros da pequena comitiva de Abbas e sua viagem para Thartann, os eventos foram rápidos e sucessivos.

Após a chegada na cidade, Abbas imediatamente começou a organizar a mansão que receberia seu mestre, posicionada estrategicamente no centro da cidade. nesse meio tempo, o guerreiro incumbia Rawiri de assuntos menores, enquanto determinava quais eram as suas reais habilidades. No último dia, após ficar a maior parte do tempo na torre do mercador, Abbas pede para Rawiri esperá-lo no Praça Leste de Thartann, após o por do Sol, enquanto ele mesmo vai para o Palácio cumprir uma ordem de última hora de seu mestre.

Já é noite quando os pensamentos de Rawiri são interrompidos, e ele alcança a "taverna-tenda" onde deve esperar por Abbas. Sem espaço interno para mais fregueses, a Taverna da Duquesa abriu um uma tenda grande, diretamente sobre a Praça das Caravanas. Mesmo que sem intenção, o espaço lembra muito as tavernas do Deserto da Perdição. Já faz alguns minutos que Rawiri espera por Abbas, sentado em uma mesa afastada.

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Re: Tormenta Alpha - A maldição do Trono (ON) (Vagas)

Mensagem por herrDoktorat » 06 Abr 2016, 19:47

Quando o calor do sol deixa a cidade e Azgher desaparece por trás do gigantesco palácio, o faz acompanhado de uma pequena prece:

— Azgher, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes — diz Rawiri, num sussuro calmo, calculado, feito infinitas vezes. Uma parte de sua energia se põe junto ao sol, retornando apenas no dia seguinte.

Tenebra agora reina suprema.

Rawiri estremece, ao entrar na taverna. Uma multidão passa por ele a todo instante, cores, vozes e cheiros, calor humano que ele pode ver e sentir, mas não haver. Contudo, naquela estranha cidade que pende entre o majestoso e o decadente, poucos realmente se importam com sua aparência, ou presença. Rawiri ergue a cabeça de leve; acima, a tenda se move com a brisa, e por um momento apenas, ele está de volta ao Deserto da Perdição.

Mas o momento se vai, pois ele tem trabalho a fazer.

Rawiri se move rapidamente entre a freguesia da taverna, logo encontrando uma mesa de seu agrado, afastada, mas não oculta. Quando um rapaz muito jovem, provavelmente da mesma idade que ele, passa oferecendo bebidas, ele aceita, pondo, ainda, uma moeda a mais na travessa. Então, se põe a observar, tanto como passatempo, quanto em busca de Abbas ou elementos fora do comum. Enquanto o faz, imagina que está para passar por um teste, ou não teria sido chamado ao anoitecer, quando suas habilidades são menos eficientes; mas, por baixo dos panos que cobrem seu rosto, sorri.

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Re: Tormenta Alpha - A maldição do Trono (ON) (Vagas)

Mensagem por Padre Judas » 06 Abr 2016, 22:21

Tyr estava ansioso, enquanto andava entre os balões. O galpão estava lotado, cheio de equipamentos e pessoas – goblins, alguns gostariam de enfatizar – correndo de um lado para o outro, ajustando aparelhos, carregando cilindros, dando retoques na bela aparência daquelas “maravilhas tecnológicas” – quando reunira os baloeiros certos, deixara claro que não aceitaria trabalho desmazelado e máquinas com aparência capenga. Não senhor, elas deveriam brilhar! Com as cores de Vectora e o símbolo da Cooperativa dos Baloeiros de Vectora, uma inovação do próprio Tyr: trabalhadores goblins reunidos para administrar seu próprio negócio, com o apoio de alguns investidores ousados. Ou, melhor dizendo, UM investidor ousado.

Cumprimentava alguns dos baloeiros aqui e ali, dedicando igual atenção a todos, desde os mestres inventores e experientes pilotos até os mais verdes aprendizes.

“É agora, Tyr. O seu primeiro grande movimento no Reinado – se tudo der certo, serei muito mais rico! O primeiro magnata goblin da História! E meu nome se tornará conhecido em todo lugar! Se mamãe pudesse me ver agora!"

Franziu a testa, desgostoso. Há anos enviara um representante para comprar a liberdade dos pais, mas sua mãe já estava morta. O pai vivia bem seus dias de velhice em Vectora, mas à mulher que lhe dera a luz só havia a esperança de ser livre no pós-vida.

“Talvez possa até contratar aventureiros capazes de finalmente encontra-la nos Reinos Divinos. Ah...”

Estacou. Não podia se perder em pensamentos agora, havia muito a ser feito ainda, verificar se tudo estava pronto para a grande demonstração.

Olhou para trás, e para cima. Diziam que ela media dois metros e dez, mas para ele era ainda maior. Uma montanha de músculos, mas, curiosamente, linda. E sua. Tyr se envergonhava, sabia que a escravidão era abominável, dizia a si mesmo que não possuía nenhuma escrava, somente uma trabalhadora bem paga, que podia partir quando quisesse. Mas era apenas hipocrisia, uma tentativa patética de aplacar a própria consciência. Ela era dele, e ele gostava disso.

Uhuth, uma hobgoblin, sua guarda-costas. Silenciosa e séria, quando parada poderia até ser confundida com uma estátua, com sua pele esverdeada como jade tamuriano. Olhou para ele, para baixo, e ele sorriu. Ela permaneceu impassível, e voltou a direcionar sua atenção ao redor. Como ele, observava o movimento ao redor. Diferente dele, ela buscava ameaças. Buscava inimigos. Assassinos furtivos, batedores de carteira, assaltantes. E em Thartann, esta apreensão era plenamente justificada. Esta “cidade do pecado” era uma fera faminta pronta a devorar os distraídos, tolos e fracos. Mas este não era o caso de Tyr.

Mais alguns dias e tudo irá mudar. Vamos começar uma nova era para os goblins. E eu estarei à frente dela, liderando. Você verá, Uhuth.

A hobgoblin permaneceu em silêncio, muda como tem sido desde o dia em que nasceu. E ninguém poderia dizer o que estava pensando.
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Re: Tormenta Alpha - A maldição do Trono (ON) (Vagas)

Mensagem por Aquila » 07 Abr 2016, 15:21

Rawiri

A Praça das Caravanas está cheia com o movimento dos últimos viajantes e mercadores que chegam a Thartann, vindos de Deheon e dos reinos do leste. Carroças e bestas de carga, cheias de produtos para as bancas e lojas, se amontoam rapidamente em qualquer canto vago, sendo imediatamente carregadas por uma multidão de trabalhadores e servos. A quantidade de guardas é alta, garantindo que a rua que leva ao centro da cidade fique livre para a passagem dos nobres.

Mesmo nessa hora, após o pôr do Sol, muitos cavaleiros passam em frente a taverna, escoltados por escudeiros empunhando armas, escudos e bandeiras. Além das oportunidades de negócios para nobres e mercadores, a Feira de Thartann promoverá uma série de competições de armas; disputas de arquearia, duelos de espada, justa e luta, atraíram um grande número de guerreiros dispostos a provar seus valores.

Você não fica esperando muito tempo, quando a figura exótica de Abbas surge no outro lado da Praça, vindo da estrada que leva ao Palácio Rishantor. Você o observa andar até um mercador, que havia chegado pouco antes com uma caravana. Depois da uma conversa rápida, onde ele chega a pegar o homem pela roupa com violência, ele ruma para a taverna-tenda. Enquanto uma moça serve algo para beber e comer, ele conta o resultado de sua missão:

- Desculpe pelo atraso, meu amigo. Fiquei muito tempo no Palácio, procurando alguém para me receber e preparar os detalhes da reunião do mestre com o rei Thorngald. Aquele lugar está um caos. Bem, fiz o possível. - Depois de beber um pouco de vinho, Abbas continua. - O mestre gosta de entradas dramáticas, mas, desta vez, ficará bem difícil entrar pela janela. - Ele olha para o vazio por um momento. - Mas nós temos outro problema.

- Desde o início da manhã, estou esperando notícias sobre a chegada de uma velha amiga do mestre a Thartann. Alguém que ele conheceu em Triunphus, e que tem negócios importantes na cidade. Até agora não tive notícias. Pode ser apenas um atraso. As estradas estão cheias de viajantes e chegar durante a noite, pode ser mais seguro numa situação como essa.

O próprio Abbas não parece tranquilo com sua conclusão. Ele parece concentrado por um momento, olhando para a praça, sem foco. Então, ao mesmo tempo em que se levanta, esvazia a caneca de vinho de um único gole e deixa uma moeda de prata na mesa, ele diz. - Tudo bem, vamos selar uns cavalos. Preciso da sua ajuda. Vamos seguir pela estrada procurando alguma notícia. Sei exatamente onde começar. O acampamento dos mercenários que trabalham para o rei Vorlat.

Mau vocês saem da taverna, um soldado de Salini Alan chega rapidamente. Sem nenhuma cerimônia, ele fala com Abbas.
- Senhor, um mensagem da torre. O mestre acabou de chegar e exige a sua presença.

Tyr

O dia já está no fim, quando terminam os preparativos dos baloeiros. Seu trabalho, embora burocrático, não foi menos cansativo do que o dos demais goblins e servos. Um vento frio corre pelo pátio dos balões, trazendo um pouco de alívio ao cansaço. Observando do parapeito de pedra, o mundo está encoberto por um mar de nuvens. Abaixo delas, tudo é escuridão, pontilhada por uma infinidade de luzes de vilas e aldeias. É como se existissem dois céus estrelados, um acima e outro abaixo da Cidade nas Nuvens, iluminada pelos últimos raios do Sol.

Seu pensamento é interrompido pela chegada de um goblin.
- Senhor. - Você reconhece o grito antes de avistá-lo chegando . Jovem, e bem arrumado para a sua espécie, o goblin é um dos muitos ajudantes que receberam a chance de uma vida melhor trabalhando para você. - Peço mil desculpas, senhor, mas Careez está solicitando sua presença imediata no escritório.

Carrez é o que poderia ser chamado de seu secretário particular. Embora você lide diariamente com muitas outras pessoas, o velho goblin conseguiu conquistar seu espaço. Diferente dos outros goblins, Carrez não só aceitou a oportunidade de uma vida melhor trabalhando para você como decidiu assumir sua função como um estilo de vida. Sua organização e empenho naturais, refinados durante anos no Gueto dos Goblins, em Valkaria, o tornaram valioso. Depois que aprendeu a ler, o goblin passou a meter seu nariz longo em tudo que encontrava, incrivelmente guardando tudo na memória.

O jovem goblin, mesmo envergonhado, continua bravamente com sua missão.
- Peço desculpas novamente, senhor, mas Carrez me pediu para transmitir uma mensagem. - Ele continua, falando com um forte sotaque, cuidando para pronunciar as palavras com exatidão. - Ele diz que se o senhor já terminou de supervisionar os balões, sua presença é exigida. Ainda há muitos preparativos a serem feito no escritório.

Celius Drover

Celius Drover está na sacada de seu quarto, no Castelo de Vectorius. Acima dele, a lua crescente já se encontra no apogeu, iluminando o céu estrelado com uma luz de prata. Abaixo, a cidade que nunca dorme brilha com incontáveis luzes, enquanto desliza pela escuridão do mundo. Depois de trabalhar tanto, analisando um novo projeto, descoberto na biblioteca pessoal do arquimago, o cansaço e a fome mostram que ele ainda é humano. E os últimos dias foram cansativos.

"O novo protegido de Vectorius."

As palavras, sussurradas nos corredores do castelo, ecoam por um breve momento em seu pensamento. Por um breve instante, Celius lembra como encontrou o arquimago e conseguiu seu apoio para renovar sua busca por conhecimento.

- Celius, meu amor, venha para dentro. Já está tarde. Precisa descansar e comer alguma coisa, querido.

A voz doce de sua esposa, vinda da penumbra do quarto, afasta qualquer tipo de dúvida. No fim, não importa quem está usando quem, qual é a verdadeira intenção do mago em financiar suas pesquisas. Seus recursos e rede de contatos são extraordinários. Seriam necessários anos de pesquisa para descobrir os nomes das pessoas e lugares que Vectorius simplesmente lhe disse em sua primeira conversa. Depois de vários meses, onde parecia que não havia como continuar, o mago surgiu com a intenção de ajudar.

Enquanto toma uma revigorante xícara de chá, preparando-se para dormir, Alice experimenta um novo vestido. Ela parece muito feliz.

Enquanto você está distraído por um momento, arrumando uma parte de suas anotações, espalhadas sobre os móveis e a cama, Alice solta um grito sufocado dor! Você se volta instintivamente para ver o que houve, esperando algo pior - por um breve instante estão novamente em sua casa, em Zhakarov -, a mão busca instintivamente sua arma, quando percebe que ela não se feriu. Ela gritou por que sua garra acidentalmente rasgou o vestido ao meio. Ela está paralisada, soluçando, tentando segurar o vestido enquanto as garras fazem novos cortes e buracos.

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Re: Tormenta Alpha - A maldição do Trono (ON) (Vagas)

Mensagem por herrDoktorat » 07 Abr 2016, 18:53

Rawiri cumprimenta Abbas com um firme aperto de mãos, apontando com a cabeça para o mercador da caravana, uma sobrancelha erguida. Enquanto o homem fala, Rawiri apenas observa quieto, mas quando ouve das entradas dramáticas de Salini Alan, não consegue suprimir um riso, breve e contido, como ele próprio; felizmente, Abbas não percebe, perdido em seus pensamentos.

Outro problema? pensa o andarilho, ao mesmo tempo em que Abbas repete a frase.

— Nunca é um atraso, em Arton — ele se limita a dizer, depois de ouvir a explicação.

Quando o soldado chega com a mensagem, Rawiri decide que seus serviços seriam desperdiçados na torre.

— Diga o nome da pessoa que devo procurar, e uma breve descrição de sua aparência — ele pede. — Com sua permissão, eu mesmo vou ao acampamento dos outros mercenários.

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Re: Tormenta Alpha - A maldição do Trono (ON) (Vagas)

Mensagem por Aquila » 07 Abr 2016, 19:54

Rawiri

Abbas o observa com atenção. Apesar de suas palavras, o guerreiro não aparenta preocupação.

- Está certo. Venha comigo. - Ele então se dirige aos guardas, com uma voz firme e autoritária. - Esperem aqui. - Abbas então o leva para um lugar isolado da praça, na penumbra, longe de olhares ou ouvidos curiosos.

- A mulher que o mestre está esperando é a Princesa Rhana de Deheon. - Enquanto fala, o guerreiro alterna o olhar entre você e a praça. - Eu não conheço todos os detalhes de como o mestre conheceu a princesa, mas sei que ela é uma das poucas pessoas com que ele se importa no Reinado. Eu só comecei a trabalhar para ele depois que a princesa já havia superado a maldição da cidade de Triunphus. Até onde sei, eles se conheceram na cidade e ficaram amigos. Mestre Salini Alan sempre foi prestativo quando o assunto é ajudar mulheres bonitas e Rhana era uma princesa em perigo.

- Depois que quebrou a maldição, a princesa se manteve afastada das intrigas e jogos da corte. O rei Thormy e a rainha Rhavana sabiam de seu retorno, mas, por insistência do rei, essa notícia foi mantida em segredo. O rei temia que Mitkov, então príncipe de Yuden, tentasse fazer algum mal a princesa. Aparentemente a rainha saia muito para cavalgar, mas sua intenção era encontrar a filha.

- Com a queda de Mitkov, Rhana queria retornar para ajudar sua família a superar todos os problemas causados pelo domínio temporário de Yuden, mas o rei manteve a princesa afastada da corte. Após o fim das guerras Táuricas, que terminou com a prisão de seu pai e sua mãe, Rhana não viu razão para se manter afastada. A princesa decidiu então reivindicar sua posição como princesa de Deheon.

- Dizem que ela chegou em Valkaria durante uma reunião do alto conselho do Reinado, onde a própria Rainha-Imperatriz estava debatendo assuntos de estado com seus conselheiros. O que surpreendeu a todos, no entanto, não foi o retorno da princesa, foi o fato dela não entrar em choque com Shivara. O Mestre diz que Rhana havia amadurecido após voltar da morte. O fato é que Rhana decidiu agir como princesa em prol da unificação do reinado, seguindo a filosofia de seu pai. Ela então começo a trabalhar em questões que estavam sem solução.

Depois de um breve momento, dando tempo para que você absorvesse tudo que escutou, ele continua:

- Rhana está vindo para Thartann para negociar a formação de uma força militar para auxiliar Tyrondir na luta contra a Aliança Negra. Pelo que eu sei, a presença da Rainha-Imperatriz e de Aurakas tem relação com a criação de uma exército para Tyrondir.

Ele então se volta para os guardas que esperam próximo a taverna.

- Eu preciso voltar e avisar o mestre sobre esses detalhes, saber o que ele acha e o que fará. Como eu disse, pode não ser nada, mas eu quero que você vá até o acampamento mercenário ver se descobre algo sobre a princesa, qualquer boato, e o nome do "verdadeiro" líder dos mercenários que está comandando as forças de Ahlen. Segundo o homem que me disse sobre os ataque a princesa, ele tem ligação com o acordo que virá mas ninguém sabe seu nome real.

- Vou deixar alguns homem com você. Boa sorte.

Antes de partir Abbas descreve a princesa como uma a mulher muito bonita. Ele havia visto ela uma única vez quando seu mestre foi para Vectora tratar de negócios. Cabelos castanho-claros, olhos azul-claros. Aparentemente ela esta usando o nome de Lyra.

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Re: Tormenta Alpha - A maldição do Trono (ON) (Vagas)

Mensagem por Padre Judas » 07 Abr 2016, 20:19

Tyr emite um leve suspiro.

"O trabalho nunca termina."

Sorri para o garoto.

Obrigado, Baran. Aqui, continue com o bom trabalho.

Tyr joga ao jovem mensageiro um tibar de prata - já foi como ele, um moleque ansioso por agradar seu benfeitor. Talvez algum dia tivesse um aliado e amigo tão leal quanto era para seu sócio, Garian.

O banqueiro retorna ao escritório, sempre seguido por sua fiel sombra. Ao lá chegar, vira-se para o velho Carrez:

Eis-me aqui, velho.

Tyr dá o seu melhor sorriso, aquele que ele com dificuldade aprendeu a dar aos humanos para fazê-los confiar nele, ao invés de temê-lo ou ficarem enojados.

Vai gostar de saber que tudo está indo bem na oficina e estamos no prazo. O que temos agora?
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Re: Tormenta Alpha - A maldição do Trono (ON) (Vagas)

Mensagem por Aquila » 07 Abr 2016, 21:29

Tyr

O velho goblin costuma falar o que pensa, mas sempre de modo respeitoso. Assim que entra na sala, ele já tem uma grande parte do trabalho preparado; uma mesa com sua bebida favorita e comida prontas.

- O senhor está muito atrasado. Há muitos papéis para despachar e assinar, e vários baús precisam ser liberados para o transporte. Estes balões estão se tornando uma obsessão para o senhor. Talvez o senhor devesse se tornar baloeiro. Como estão as coisas? Lembre-se, senhor, de como as coisas fogem do controle sempre que a cidade se prepara para atracar. Espero que os guardas que contratou sejam hábeis, pois os outros baloeiros provavelmente vão tentar destruir seus preciosos brinquedos.

É difícil não lembrar da "guerra" que acontece entre os baloeiros sempre que Vectora se prepara para atracar em uma grande cidade. Enquanto os principais comerciantes e visitantes viajam usando teleporte mágico ou bestas aladas, sob os olhos atentos da guarda da cidade, os mais pobres são obrigados a contar com os serviços dos goblins baloeiros. Embora as mortes sejam raras, a disputa entre os goblins pelos clientes é tão acirrada que é chamada de guerra.

Pensando justamente nas tentativas de sabotagem, você contratou guardas para cuidarem dos balões até o momento da chegada em Thartann. Na última parada, em Valkaria, doze balões foram completamente destruídos (os goblins sobreviveram), e outros tantos ficaram avariados. Somente agora, às vésperas da chegada em Thartann, alguns deles estão se aproximando da cidade, jogando suas âncoras e ganchos para serem arrastados.

- Além disso, senhor, recebemos uma caixa no depósito do Bairro Magus, com ordens para ser enviada para o Castelo Vectorius. - O goblin lhe entrega os documentos de recebimento, selados com o símbolo de Vectora, mas não há nenhuma menção sobre quem enviou a caixa, apenas para quem deve ser entregue: um homem chamado Celius Drover.

- Eu enviei um pedido para a caixa, mas os guardas alegaram que precisavam de um pedido do próprio destinatário. Algo a ver com o tipo de mercadoria. - O velho goblin continua lhe mostrando papéis para assinar e livros de contas para preencher.

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Re: Tormenta Alpha - A maldição do Trono (ON) (Vagas)

Mensagem por Padre Judas » 07 Abr 2016, 21:48

No Magus, é? Tsc. Deve ser alguma tranqueira arcana. Redija uma carta a este tal Celius, informando sobre a tal caixa. Após eu assinar, envie-a por mensageiro até o sujeito. Coloque alguns honoríficos e os salamaleques de praxe, não sabemos quem é o sujeito, e não quero me arriscar a irritar algum nobre melindroso.

Quanto à "guerra", bem, eu até gosto de voar, quem sabe um dia eu aprenda a pilotar? Rá! Bom, os balões dirigíveis Passarola são mais resistentes que a média, e possuem boas proteções - afinal, eu também quero vendê-los ao Exército do Reinado, você sabe. De qualquer modo, reforcei a segurança e contratei especialistas em defesa. Não estou poupando despesas. Se os balões não puderem sobreviver a este "confronto", dificilmente serão úteis em um verdadeiro campo de batalha, contra a Aliança Negra, minotauros ou quem sabe a Tormenta.

Agora, passe-me estes papéis e vamos trabalhar.
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