Tormenta Alpha - A Maldição do Trono (ON) Fechado

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Aquila
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Re: Tormenta Alpha - A Maldição do Trono (ON)

Mensagem por Aquila » 15 Mar 2017, 21:25

Aventura: Arauto do Terror

Vila de Mirona - Baronato de Cadamar - Norte de Ahlen
Tarde de Valag 18 sob Wynn, 1410 CE

O guarda desmonta do cavalo assim que alcança a sombra do grande carvalho, no lado norte da vila de Mirona, marco do início da estrada que leva para a vila de Ponte de Angra e os portos que margeiam o Rio dos Deuses (uma mancha prateada brilhando ao sol do fim de tarde, serpenteando aos pés das Montanhas Uivantes). O vento balança o manto esverdeado do guarda, enquanto ele desmonta com agilidade, olhando cheio de dúvida do sargento da milícia para o grupo de aventureiros que se amontoa ao redor do tronco da árvore. Depois de uma rápida troca de palavras, o guarda se afasta para assumir um posto de vigia, enquanto o sargento entrega as rédeas do cavalo para Cerridwen.

- Esse é último que podemos dispor, senhora - ele diz, olhando para os três cavalos como velhos amigos, dois deles pastando ao lado da estrada com tranquilidade, todos prontos e equipados. - Com a noite chegando, os guardas à cavalo voltariam para a vila, para evitar perigos, então podemos dispor dessas montarias, por enquanto, mas não temos mais nenhuma. Ainda assim, eles estão cansados demais, depois de subirem e descerem essas colinas o dia inteiro.

O sargento, um homem simples com equipamentos melhores do que sua habilidade, se volta para o restante do grupo, ao lado da carroça onde Farran verifica as amarras dos dois cavalos de tração (animais bem alimentados e tratados, mas velhos demais para correrias e perseguições).

- Espero que a carroça ajude - diz o homem, acariciando um dos animais.

- Ajudará muito - Farran responde, terminando de verificar uma fivela. - Como bem disse, os cavalos estão cansados, então não podemos sobrecarregá-los, mesmo que nosso destino seja apenas chegar em Ponte de Angra no início da noite, onde o grupo de caçadores está acampado. Não se preocupe, vamos cuidar bem deles. Assim que chegarmos na vila, entregamos os cavalos para a guarda. Nós só não queremos perder mais tempo.

Assim que o sargento se afasta, para cuidar de seus afazeres, Farran fala para todos.

- Não me preocupo em conduzir a carroça - ele diz, arrumando o pelego sobre o assento do condutor - então decidam quem vai montar os cavalos. Assim que todos estiverem prontos, podemos partir.

Maryanne: Enquanto todos se preparam para partir, colocando seus equipamentos nos cavalos ou na carroça, Nathaniel se aproxima de você, como se quisesse ajudá-la com alguma coisa, aproveitando para falar com você sem que ninguém possa ouvi-los, como se fossem realmente dois irmãos conversando antes de uma aventura arriscada. Nesse momento, o rosto amigável de Nathaniel, que a surpreendeu quando o encontrou na entrada da vila, se transforma novamente no rosto sério do homem que você encontrou na estrada, no dia em que ele a ajudou a enfrentar os guerreiros da Lança Rubra.

Ele segura seus ombros e toca seu cabelo com a mão enluvada, com preocupação evidente, embora seus olhos não demonstrem nenhuma emoção.

- O que há entre você e a sacerdotisa? - ele pergunta. Num instante você estava bem, mas então ela disse alguma coisa que a perturbou... É sobre a Rainha-Eterna que ela mencionou? Sabe de alguma coisa sobre isso? - Nathaniel observa seu rosto com olhos impassíveis, esperando sua reação, mas logo sua expressão se suaviza e ele sorri. - Sabe que pode contar comigo para qualquer coisa.

Cerridwen: Enquanto Farran e Annora conversam, você se afasta por um momento, olhando para as colinas do Vale de Mirona, emolduradas pelas Montanhas Uivantes, uma muralha imensa cobrindo o horizonte norte. Seus olhos correm pelas colinas, matas e desfiladeiros da região, enquanto sua mente preenche os espaços e as distâncias com todas as informações que assimilou dos mapas, criando a imagem mental de uma grande mesa estratégica.

Infelizmente, você não encontrou ninguém que conheça a floresta o suficiente, para conseguir informações melhores sobre o lugar; todos os caçadores e batedores da região, ou foram com Carver para Ponte de Angra, ou foram designados para missões específicas de proteção, ao redor da floresta, para vigiar a movimentação dos lobos. Além disso, todas as pessoas que encontrou disseram que Erick conhece a floresta muito bem.

Aparentemente, Erick cresceu na floresta, embora mais ninguém além dele parece viver naquela região, considerada assombrada e perigosa, com caminhos que mudam de uma dia para o outro. Todos disseram que não é incomum que as autoridades procurem o mago, quando precisam resgatar algum desafortunado que se perdeu nos labirintos de colinas e penhascos rochosos que se ocultam sob as árvores da floresta.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Nesse momento, Cerridwen não encontrou ninguém com o conhecimento que procura, mas sua análise dos mapas lhe concedem temporariamente a Especialização Sobrevivência (Vale de Mirona)/ O grupo tem três cavalos e uma carroça a sua disposição. Decidam quem irá nos cavalos e quem irá na carroça. Por estarem cansados, os animais não carregarão dois cavaleiros sem prejudicar sua velocidade.
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Dados dos Personagens
Cerridwen: PVs 10, PMs 10; PE 0; T$ 2.650.
Gaius: PVs 24, PMs 20; PE 1; T$ 200.
Erk: PVs 10, PMs 6; PE 5; T$ 880.
Kallyan: PVs 20, PMs 47; PE 0; T$ 1.100.
Maryanne: PVs 20, PMs 17; PE 6; T$ 960.
Nadinah: Pvs 10, PMs 20; PE 0; T$ 3.280.

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Editado pela última vez por Aquila em 20 Mar 2017, 11:13, em um total de 1 vez.

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Aldenor
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Re: Tormenta Alpha - A Maldição do Trono (ON)

Mensagem por Aldenor » 16 Mar 2017, 19:36

Maryanne era boa em fingir emoções, criar distrações com isso. Por isso, ela parecia estar afivelando algo útil, ou amarrando alguma coisa necessária e outras atividades que, de soslaio, davam-lhe a aparência de estar fazendo algo.

Mas ela apenas observava o novo grupo em formação. Tentava "sentir" cada um deles para descobrir qualquer trejeito suspeito. Mas Nathaniel apareceu para ajudá-la. Maryanne era mais uma vez Annora, com sorrisos tímidos.

Ele, por outro lado, era Nathaniel novamente. Indagava sobre Nadinah.

Annora puxou Farran para um canto, um ponto cego, num ângulo onde ninguém conseguia vê-los (ou ouvi-los).
Maryanne
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É realmente uma droga que tu tenha percebido. Quer dizer que fui muito descuidada e revelei a "Maryanne".
Ela suspira. Seus olhos rapidamente fazem o perímetro em volta para certificar-se de que estavam sozinhos.
Maryanne
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A Rainha Eterna é uma maldição que eu carrego por ser da família Maedoc. Longa história...
Seu pensamento recorreu à menina loira. Olhou rapidamente e aliviou-se por constatar que a Rainha não havia feito uma de suas aparições.
Maryanne
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Talvez Nadinah saiba algo sobre ela e possa me ajudar... o que implicaria eu revelar a minha verdadeira identidade. Tenho que pensar sobre isso.
Disse pensativa. Talvez fosse um jeito de saber o que acontecia. E talvez ela soubesse algo sobre a Lança Rubra. Maryanne olhou para Nathaniel e sorriu um pouco corada. Estava corada de verdade, dessa vez.
Maryanne
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Obrigada por me ajudar, Nathaniel. Eu nem sei bem o por quê de você querer me ajudar, mas sinto que há sinceridade em você.
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Padre Judas
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Re: Tormenta Alpha - A Maldição do Trono (ON)

Mensagem por Padre Judas » 16 Mar 2017, 19:53

O invocador observa os cavalos e a carroça.
Kallyan
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- Adoro cavalgar, mas me parece mais apropriado ir na carroça.
Maryanne
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Bom, parece que vou ter que cuidar do senhor. Não se incomode.
Ele responde com um sorriso – algo comum em sua face.
Kallyan
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- Não me incomodo de forma alguma. Conto com você!
Ele pisca o olho. Então dá alguns passos adiante e gesticula enquanto sussurra algumas palavras em um idioma incompreensível para a maioria dos que estão ao redor.

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Em poucos instantes o ar à sua frente parece se aglutinar e dá origem a uma pequena figura com silhueta feminina e pequenas asas de borboleta, feita de puro ar. Enquanto a mantem pousada em seu ombro, sobe à carroça e senta-se o mais confortavelmente possível.
Kallyan
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- Estou pronto. Podemos partir quando quiserem.
Off:
Vou gastar 11 PMs e conjurar uma Criatura Mágica (Ar). Kallyan está com 31 PMs. Assim que a viajem começar, Aquila, considere que a "fada" irá bem à frente, voando e vasculhando a área, enviando suas percepções a seu mestre através da conexão entre eles.
CRIATURA MÁGICA DE KALLYAN (AR)
Custo: 11 PMs (presos)

F0, H2, R1, A0, PdF0. PV 5, PM 5.
Poderes: Aceleração, Voo, Sentidos Especiais (Detecção de Magia, Infravisão, Radar, Ver o Invisível, Visão Aguçada, Visão de Raio-X).
BAÚ DO JUDAS
JUDASVERSO

Alexander: Witch Slayer [Kaito_Sensei]
Dahllila: Relíquias de Brachian [John Lessard, TRPG]
Hoggar: Monstromaquia [DiceScarlet]
Jonz: Tormenta do Rei da Tempestade [John Lessard, D&D5E]
Syrion: Playtest T20 [Aquila]
Yellow: Defensores de Mega City [John Lessard]

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Kaidre
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Registrado em: 11 Dez 2013, 14:40

Re: Tormenta Alpha - A Maldição do Trono (ON)

Mensagem por Kaidre » 18 Mar 2017, 09:08

Erick seguia montado a frente do grupo. Era seu papel e dever como guia. O caminho não tinha tantos mistérios ou perigos enquanto se mantivessem na estrada, mas logo seus conhecimentos se mostrariam necessários. Enquanto cavalgavam, o mago percebe o invocador conjurando algo. Uma magia que ainda não tinha conhecimento. Resolveu dar atenção as palavras que Kallyan pronunciava para adquirir o conhecimento e somar a seu repertório.
Erick irá aprender Criatura Mágica do Kallyan se possível.
Lembrando que ele pode aprender magias como se tivesse idiomas.
Aquila, como ficou a questão do aprendizado de magias?

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Lannister
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Re: Tormenta Alpha - A Maldição do Trono (ON)

Mensagem por Lannister » 18 Mar 2017, 11:12

Ceridwen se aproxima do grupo após conversar com os batedores e caçadores que permaneceram na vila, para sua sorte o jovem mago Erick era o melhor em guiar o grupo pela floresta, isso lhe poupou uma grande preocupação. Era sua personalidade nunca gostava de ter apenas uma opção, num mundo como Arton as coisas mudavam drasticamente em questão de segundos e era bom estar sempre preparada para todo tipo de situação.Ia sentada a frente da carroça guiando-a e seguindo as ordens de Erick, naquele momento ele estava a frente, era seu terreno e a sua voz ali não faria diferença alguma. Olhou a pequena fada feita de puro ar, sempre foi curiosa em relação a magia porém nunca teve tempo de estuda-la, talvez se um dia deixar sua vida de militar e voltar para casa dedicaria algum tempo em aprender algo sobre as artes arcanas.

Sua filha Cyris sempre foi fascinada por magia e aprendia com o mago pessoal da família, Cerridwen sempre a criou para ser estudiosa e esperava que ao reencontra-la ela tenha se tornando uma mulher tão grandiosa quanto ela própria. Discretamente abriu o seu diário, fingindo olhar uma replica mal desenhada do mapa de Carver, mas foi uma foto de sua filha, sua mente caminhava entre as lembranças dela brincando no jardim de casa então um sorriso sutil surgiu no rosto sempre serio da capitã.
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