Tormenta Alpha - Crônicas da Tormenta

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Aquila
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Tormenta Alpha - Crônicas da Tormenta

Mensagem por Aquila » 27 Jan 2017, 22:06

Crônicas da Tormenta – Introdução: Uma Parte do Plano
Plano de Valkaria

A câmara é imensa, tão grande quanto um reino, com colunas titânicas mais altas que as maiores montanhas do mundo, desaparecendo na escuridão acima, como se sustentassem o próprio firmamento: um manto negro infinito, decorado por incontáveis estrelas, todas brilhando como gemas preciosas, imbuídas com o poder da própria criação.

A deusa caminha lentamente, em direção ao centro do salão vazio, o som de seus passos graciosos, tocando o piso de mármore negro, ecoando suavemente na magnífica abóbada celeste.

Enquanto ela anda, seus belos olhos verdes brilha com um desejo que não experimentava a centenas de anos. Com um mero pensamento, o piso da câmara começa a mudar imediatamente, transformando o mármore polido em uma pedra clara, onde incontáveis linhas negras começam a surgir, deslizando como serpentes negras sobre areia.

O lugar não tem nome, apenas um propósito.

Aos poucos, como um imenso pergaminho, reinos inteiros começam a ser delineados pelas manchas escuras que desliam sobre o piso. Cidades inteiras começam a surgir, com detalhes secretos perdidos no tempo; florestas sombrias se revelam, expondo seus mistérios; fortalezas perdidas são novamente descobertas; montanhas intransponíveis têm seus caminhos revelados; e incontáveis ruínas e túmulos antigos. Sob os pés da deusa, todo o mundo mortal toma a a forma de um imenso mapa, onde todos os caminhos já trilhados por algum aventureiro - e todos que ainda serão trilhados - se revelam, cruzando-se e misturando-se de uma forma inimaginável.

É como se todos os mapas do mundo, de todas as cidades, masmorras, trilhas, ilhas e reinos que já fizeram parte de alguma aventura, fossem apenas parte de uma única e intrincada trama.

Por um momento, a deusa apenas observa o mapa, observando todos os detalhes ao mesmo tempo, todos os nomes, de todos os lugares, escritos em dezenas de idiomas.

Ela se inclina sobre um reino, afastando os cabelos ruivos do rosto, para observar um das marcas, enquanto outro pensamento transforma o imenso mapa em um espelho do mundo. Aos poucos, tudo que antes era tinta e pergaminho, começa a assumir a forma do mundo mortal, como uma escultura em relevo.

Campos e florestas verdejantes começam a se espalhar para todos os lados, misturando-se com mares e lagos azulados, ao mesmo tempo em que as formas das montanhas se elevam, atingindo as nuvens.

Arton.

A deusa paira sobre o mundo, em uma forma que desafia a compreensão, podendo estar ao mesmo tempo entre as pessoas de uma cidades ou observá-las como parte de um todo.

Ela estica a mão sobre o mundo, que agora está coberto por incontáveis efígie de prata, como figuras representativas de um imenso jogo de estratégia.

“Khalmyr tem o tabuleiro, mas quem move as peças é Nimb”.

Ela sorri, enquanto lembra da frase repetida como uma prece pelos sacerdotes do Caos.

- Tolice.

Todo o mapa está coberto por centenas de milhares de efígies de guerreiros, sacerdotes, magos, reis, rainhas, ladrões, assassinos, monstros, heróis e vilões, cada um deles parte de alguma aventura que se desenrola no mundo mortal, cada um explorando o desconhecido, desenvolvendo seus poderes e suas mentes além dos limites, desafiando a própria morte em busca de feitos e desejos, em nome do Bem ou do Mau.

Ela toca gentilmente uma das figuras prateadas, depositada no centro de uma ruína antiga, e no mundo mortal, uma guerreira que orava para a deusa, em um momento de necessidade, sente a inspiração necessária para superar um desafio.

Uma parte do plano.

Se Khalmyr, Tauron ou qualquer um dos outros, soubesse o que se passa em sua mente, nesse momento, não hesitariam em confrontá-la, talvez até mesmo aprisioná-la. Mas o que se pode fazer contra a natureza de uma deusa?

Então, como se atraída por um chamado, a deusa volta sua atenção para um lugar a sudeste de Valkaria, onde um grupo de aventureiros se reúne em uma taverna. Ela fecha seus olhos, e quando os abre novamente, está olhando para um belo por do sol sobre as colinas que cercam a cidade de Clein, uma pequena aldeia à margem do Rio da Fortitude, no limite das Colinas de Marah.

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Vila de Clein – Sudeste de Deheon
Noite de Lanag 27 sob Wynn, 1410 CE

O brilho vermelho do sol poente ilumina os belos cabelos ruivos de Val, enquanto ela cruza a praça da cidade, na direção da Taverna Escudo da Donzela. Embora ninguém pareça dar muita atenção a sua passagem, ela enrola o manto ao redor do corpo esbelto, protegido por uma armadura justa de aço e couro, andando rapidamente.

Assim que se aproxima da taverna, ela ouve o som animado das conversas e a música suave do alaúde de um menestrel, mas decide não entrar. Ela apenas observa pela janela a movimentação no interior.

Parada na frente do armazém, enquanto assiste os últimos raios de sol desaparecem no horizonte, Val nota quando o último aventureiro entra na taverna: um anão de aparência forte, empunhando um machado de guerra.

- Vai começar – ela diz, sorrindo.

É noite quando ela sai do armazém, carregando os suprimentos para a viagem. A lua crescente brilha intensamente, iluminando os telhados pintados das casas da aldeia.

Ainda na entrada do armazém, ela olha para o brilho convidativo nas janelas da taverna, no outro lado da rua, enquanto termina de fechar a mochila de viagem.

- Tem certeza que não quer ficar na cidade, moça? – O vendedor tenta continuar a conversa. – É muito perigoso andar sozinha durante a noite por essa região. Parece que um bando de goblins está atacando os viajantes que seguem para Tyrondir.

- Foi por isso que eu vim. – ela responde. – Mas não decidi se vou ficar. – Antes que o homem possa dizer qualquer coisa, ela continua – O que pode me dizer sobre os ataques?

- Começou a pouco mais de um mês, com ataques ocasionais, geralmente contra pessoas sozinhas ou grupos pequenos, mas parece que agora eles estão atacando grupos maiores, também. Algumas caravanas. Então não é seguro andar sozinho por aí, muito menos de noite.

- O que andam dizendo é que eles podem ser espiões avançados do exército que está atacando Tyrondir...

- Pode ser... pode ser... – diz a moça, pensativa. – Mas só há um modo de ter certeza, não é mesmo? Mas eu não posso fazer isso sozinha, por isso estou procurando companheiros de aventura.

- Então veio ao lugar certo, moça. Muitos viajantes e aventureiros passam por aqui, principalmente magos seguindo para Wynlla, e todos se reúnem na taverna, para contar histórias. Com certeza, é o melhor lugar para achar alguém disposto a ajudá-la. Eu gostaria de ajudar, mas não sou um aventureiro. Então, vai ficar na cidade?

- Ainda não decidi, mas vou continuar observando...

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Embora existam outras pontes que cruzam o Rio da Fortitude, entre as Terras Arruinadas e as Colinas de Marah, a ponte de Clein é a maior e mais segura dentre todas.

Por causa do movimento intenso, as estalagens estão sempre cheias de viajantes e comerciantes que seguem das terras do oeste para Wynlla, então não é incomum que a Taverna Escudo da Donzela esteja completamente cheia.
Clein (Povoado; 6 Pontos)
Pontos de interesse:
  • Casa do Ferreiro: Uma pequena loja que vende artigos de ferro comuns, como ferraduras e cadeados. Por T$5, o ferreiro Daren pode afiar as armas de uma aventureiro (concedendo um bônus de FA+1 para o próximo combate).
  • Taverna Escudo da Donzela: Um tradicional ponto de encontro de aventureiros e contadores de histórias. A hospedagem custa T$ 30, enquanto a comida sai em média T$20 (embora os bardos normalmente consigam bons descontos).
  • Loja de Armas: Uma loja pequena onde se pode encontrar qualquer tipo de arma comum (FA normal).
  • Loja de Suprimentos: Um armazém onde se encontra qualquer tipo de equipamento comum para aventuras, desde tochas, passando por barracas e cobertores, até algumas poções e pergaminhos.
Vocês estão no Escudo da Donzela, passando a noite enquanto procuram por aventuras.

O lugar é amplo e agradável, com uma dúzia de mesas de diferentes tamanhos e formatos – quadradas, redondas, longas e curtas – todas iluminadas por candelabros e lampiões de velas. Uma lareira em um dos cantos aquece o ambiente, ao mesmo tempo em que aquece alguns pedaços de carne, alguns trazidos pelos próprios viajantes.
O que vocês fazem?
Anna: PVs 10, PMs 10; PE 0; T$ 1.180.
Cornélia: PVs 10, PMs 10; PE 0; T$ 1.200.
Eddie: PVs 10, PMs 10; PE 0; T$ 1.500.
Kelaste: PVs 15, PMs 15; PE 0; T$ 1.390.
Proteus: PVs 15, PMs 15; PE 0; T$ 440.
Rakim: PVs 10, PMs 10; PE 0; T$ 460.
Editado pela última vez por Aquila em 01 Ago 2018, 12:51, em um total de 8 vezes.

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DiceScarlata
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Re: Tormenta Alpha - Crônicas da Tormenta - Aventura

Mensagem por DiceScarlata » 27 Jan 2017, 23:00

OFF: Pode parecer puxa-saquismo, mas não é. A introdução da Val val, me arrepiou. Vou tentar colocar minha ansiedade no meu post xDDDD Ficou incrível. Parabéns.
_________________________________________________________

"... A trilha é escura
Ao fundo um trovão!
Descendo a caverna
Caçando o dragão"

"Uma voz grave, sem talento refinado para o canto, mas dotada de alegria suficiente para compensar sua deficiência começa a se espalhar pela Taverna. Conforme um corpo pequeno, mas robusto atravessa pelo meio dos transeuntes que lá repousam"

"O arco partido
As tripas no chão!
Descendo a caverna
Caçando o dragão"

"O anão cantarola cada vez mais alto, desviando atrapalhadamente entre as pessoas presentes, esbarrando em mesas, tendo de interromper a letra para se desculpar e derramando goles preciosos de canecas transbordantes de cerveja, empilhadas e mal equilibradas entre seus braços musculosos. Mal é possível ver o seu rosto, que dirá ele ver o que há em seu caminho

"Um bafo de fogo
Torrado e sem mão
Descendo a caverna
Caçando o dragão"

"O machado afiado
Golpe sem perdão
DESCENDO A CAVERNA
CAÇANDO O DRAGÃO"

* Finalmente o anão Rakim Barba de Fogo, retorna a mesa de seus amigos, trazendo seis canecas de cerveja para o grupo, as depositando brutamente sobre a mesa, exibindo um sorriso gigantesco e terminando o verso de sua musica, com um rodopio desengonçando, elevação de voz exaltada e mãos de jazz"

"A BARBA ENSOPADA
OURO DE MONTÃO
MORREU TODO MUNDO
SÓ SOBROU O ANÃO!"

- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAAHHAHA! Desculpem, desculpem, é uma velha canção que por algum motivo, minhas raça adora cantar! AQUI AMIGOS!

"Um gesto espalhafotoso abrindo os braços, indicando as bebidas"

- BEBIDA PARA TODOS! Para brindarmos a um futuro cheio de aventuras para nós! HAHAHAHAHAH!!!! Bebam bebam!!!

"O anão diz, apanhando a própria caneca, com um sorriso de sinceridade tão óbvia que o faz lembrar uma criança que acabou de ganhar o primeiro doce de sua vida. Estava empolgado em excesso e transbordava mais felicidade do que a expulsam da cerveja em seu copo!"

- Hahahahah Por falar nisso, queria saber, quem de nós será o lider? =)
Tribo Scarlata


- MUNDO DE ARTON: GRUPO MADEIRA DE TOLLON (on):Angra Cabelos de Fogo
- MUNDO DE ARTON: GRUPO AÇO-RUBI (on): Jihad das Areias Vermelhas
- MUNDO DE ARTON: GRUPO JADE (on):Sr. Fuu
- JOHNVERSE: PRESA DE FERRO (on): Jinx - Cruzado da Ordem dos cabeças de Dado
- JUDASVERSO: CRÔNICAS DA TORMENTA (on): Nagamaki no Gouka!
- FUI REENCARNADO COMO MONSTRO (on): Gizmo
- OUTONO (on): Sandman

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Padre Judas
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Re: Tormenta Alpha - Crônicas da Tormenta - Aventura

Mensagem por Padre Judas » 28 Jan 2017, 01:05

Cornélia havia chegado recentemente àquela vila. Ela havia partido de Selentine há vários dias e seus pés lhe trouxeram até ali. Ela aproveitara o dia para conhecer o lugar. O ferreiro fora a primeira parada – era bom ver um colega. Suas habilidades não eram ruins e ela aproveitou para pedir que ele desse uma olhada na sua arma. O sujeito fizera um bom trabalho e a elogiara quando lhe contou que havia fabricado ela mesma o fuzil. Bem, tivera uma pequeeena ajuda materna. Mas o principal fora dela: o projeto, o design, as horas de trabalho duro para derreter e moldar o metal... sim, ela tinha muito orgulho daquele artefato. Queria usá-lo logo. Ela ouvira falar do ataque de goblins - era uma oportunidade!

Em seguida uma rápida passada pela loja de suprimentos para repor algumas coisas do seu estoque – principalmente a ração e as tochas, além de algumas poções.

Encontrara os colegas na vila. Agora sentavam-se à mesma mesa e comiam. O anão (Rakim era seu nome – não devia esquecer) trouxe cerveja e berrava alto, interrompendo o menestrel. Mas ela não se incomodava – estava ocupada comendo. Era um bom jantar, do tipo que não se tem quando se está acampando nos ermos. Precisava aproveitar. O anão estava pagando a cerveja, então era uma coisa boa. Ela pegou uma caneca e virou um bom gole.
Cornélia Volg
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- Obrigado, mestre anão! É um homem gentil, mesmo que cante mal!
Comeu mais um pouco e olhou ao redor. O Escudo da Donzela era um lugar agradável, mas ela não devia se acostumar. Sua vida estava na estrada. Rakim falou algo sobre “escolher um líder”. Ela riu.
Cornélia Volg
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- Não há pressa para isso, mestre Rakim! Líderes se fazem, não são eleitos. No momento não tenho necessidade de ninguém me dizendo o que fazer, obrigada.
De fato, não gostava disso. Sempre fora independente e rebelde – por isso fizera todo aquele caminho sozinha. Mas percebeu que se ia enfrentar goblins (batedores da Aliança Negra, diziam), precisava de ajuda. E por isso ali estava.

Comeu mais um pouco e entornou um pouco mais de cerveja. Voltou-se para o menestrel.
Cornélia Volg
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- Ei, meu bem, desculpe pelo meu colega. Pode continuar o espetáculo, que estou gostando! Conhece "Ragnar, o Vermelho"? Adoro essa canção!
Ela deu uma piscadela para o rapaz e voltou novamente sua atenção para o prato.
Cornélia Volg
Imagem
- Mais importante do que abrir votações, acho que devemos pensar em como vamos proceder em nossa missão. Goblins têm vantagem no escuro, por isso acho melhor partirmos bem cedo e procurarmos por eles durante o dia. Devem estar se escondendo em alguma caverna ao largo da estrada.
Ela entorna mais um pouco de cerveja garganta à dentro.
Off:
Vou gastar T$5 para obter a FA+1 para o meu fuzil. Também vou gastar os T$50 para janta e pernoite. A descrição da reposição dos equipamentos foi só narrativa – afinal de contas, já tenho um kit automaticamente, certo?

EDIT: Vou comprar 2 Poções de Cura Menor e 1 Poção de Antídoto, gastando mais T$200.

Então estou com T$945.
Editado pela última vez por Padre Judas em 28 Jan 2017, 13:15, em um total de 1 vez.
BAÚ DO JUDAS
JUDASVERSO

Aeris (Monster Life)
Kallyan de Callistia (Mundo de Arton: Contra Arsenal, TRPG)
Katarina Minsk (Libertação de Valkaria, TRPG)
Tyr de Nilo (Mundo de Arton: Grupo Gelo Eterno, TRPG)
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Tiagoriebir
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Re: Tormenta Alpha - Crônicas da Tormenta - Aventura

Mensagem por Tiagoriebir » 28 Jan 2017, 02:30

Eddie sorriu enquanto apanhava o caneco de cerveja oferecido por Rakim. Havia gostado do jeito descontraído e rústico do anão desde que partiram juntos de Valkaria.

Aquele, aliás, havia sido um encontro fortuito: tanto o halfling quanto o anão procuravam por aventuras quando estavam em uma certa taverna na cidade da deusa. Quando surgiu um alguém desesperado, pedindo ajuda para uma missão de resgate, os dois se prontificaram. Desde então deram início a uma parceria que já durava algumas semanas — Rakim era aço e músculos; Eddie, astúcia e furtividade.

E ambos gostavam de cerveja. O que era sempre bom.

O halfling bebia com gosto da caneca que segurava com as duas mãos, enquanto ouvia a conversa dos companheiros. Depois de limpar a espuma da boca, ofereceu também sua opinião.

— Penso que poderíamos agir ainda hoje. Mesmo que não os enfrentemos agora, poderíamos fazer algum reconhecimento que nos desse vantagem amanhã. Os goblins provavelmente estarão ativos a essa hora, é verdade, mas imagino que isso sirva ao nosso propósito. Se conseguirmos descobrir como eles agem e onde se escondem, nós temos como surpreendê-los quando formos enfrentá-los.

De fato, ele e Rakim haviam chegado em Clein àquela manhã, justamente para investigar os rumores sobre os ataques dos goblins. Passaram o dia colhendo informações com os habitantes da cidade, enquanto consertavam as armas e reabasteciam o estoque de ferramentas. Além disso, notívago do jeito que era, Eddie sentia-se muito mais à vontade em agir e fazer uso de seus talentos agora, enquanto Tenebra abraçava o mundo.

— Estamos todos descansados. Creio que temos condições de investigar um pouco depois de jantar. O que me dizem? — perguntou o halfling aos companheiros, entre uma colherada e outra de sua sopa de cebola.
OFF
Se não houver problema, Aquila, conforme proponho em minha postagem, Eddie passou o dia investigando pela cidade a respeito de rumores e informações sobre os ataques. Isso talvez tenha resultado em algum dado importante para nossa missão?

Além disso, da mesma forma que o Padre Judas, eu também gasto T$ 5 para obter FA+1 com minhas facas de arremesso e T$ 50 para refeição e pernoite. Sobre os demais equipamentos, creio que eu já tenha as ferramentas de ladrão, certo? Além disso, gasto T$ 10 para adquirir mais 6 tochas.

Então agora estou com T$ 1.435.
Tentando usar a parte colorida da massa cinzenta.
https://twitter.com/tiagoriebir

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DiceScarlata
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Re: Tormenta Alpha - Crônicas da Tormenta - Aventura

Mensagem por DiceScarlata » 28 Jan 2017, 02:46

Deixa ver se peguei o jeito do estilo de post! xD

EDIT: Não tinha visto o post do Tiago (n atualizou aqui)

_____________________________________________________________________________

"Por um momento, foi como se uma flecha tivesse perfurado o orgulho de Rakim, fazendo-o arregalar os olhos e deixar cair o queixo*
Rakim, Barba de Fogo
Imagem

- C-cantar mal? M-m-mas não pode ser! Sempre elogiar minha voz que rivalizava com os grandes bardos de...
"Mas então, a percepção das demais palavras da dama a sua frente atingiram a consciência de Rakim, o deixando imediatamente de bochechas coradas, como se tivesse bebido dez garrafas de destilado anão. Soltou risos contidos, interrompidos por gaguejadas e uma coçada constante atrás da nuca
Rakim, Barba de Fogo
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- Hehehe... Mestre Anão? Hehehehehe... Ora, você é uma mulher muito educada, sabe? hahahah Da pra ver que é muito inteligente e simpática! hahahah
"Rakim havia deixado a pouco tempo sua vida de cidadão para trás. Havia testado poucas vezes o seu machado e entendia muito pouco da vida aventureiro. Sempre fora tratado pelos vizinhos, amigos e conhecidos apenas por seu nome ou apelido. Apenas a seu pai chamavam de mestre anão de forma tão respeitosa, apesar de ser um termo relativamente comum, para um jovem como ele - ainda que não aparente tal juventude - foi um elogio lisonjeiro"

"Pequenos gestos, podem ser grandes dependendo de para quem você os oferece. Rakim não esqueceria disso."

Rakim, Barba de Fogo
Imagem

- Lideres... se fazem... Entendi!
"Retira um pequeno bloco de notas do bolso e anota as palavras ditas por Cornélia, soletrando-as pausadamente "
Rakim, Barba de Fogo
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- Eu peço que você me desculpe, jovem Cornélia milady, é que eu ouvia muito de meu pai: "Na batalha ou na aventura, deve-se haver um líder a frente de todos. As suas costas são um simbolo para os que o seguem e os olhares deles são o que empurram suas pernas para frente!" , e logo depois vinham longas explicações táticas e tudo o mais. hahahahah! Mas há sabedoria no que diz. Não esquecerei.
"Depois de imitar a voz do pai através de exagerada pantomima caricata, ele mostra o bloquinho de notas, apelidado de "caderninho das aventuras" , onde passou a anotar tudo que achava que seria importante para sua formação como aventureiro. Após um breve aceno de desculpas despreocupadas para o menestrel (o qual nem havia notado até então) Rakim preparava-se para uma nova anedota musical, para convencer sua companheira de um talento inexistente, quando arregalou os olhos em direção a belissima arma que portava"
Rakim, Barba de Fogo
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- Ora, pois vistam me de elfa e me atirem aos minotauros! Que arma magNIFICA!
"Seria sua linhagem anã? Talvez um velho costume apreciar aquilo que recebeu dedicado esforço e paixão para ser criado? Não importa, bastou Rakim bater o olho a arma portada por Cornélia que mal pôde conter a voz (de novo)
Rakim, Barba de Fogo
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- Lady Cornélia, onde conseguiu belissima peça? Ela emana dedicação! Minha barba até arrepiou! hahahahaHAHAHAHAHA! Sua arma tem nome? Este é BARAZ! Na linguagem anã significa apenas VERMELHO! Era de meu pai. Despedaçou muitos goblinoides e trolls em toda a sua vida como grande herói de Doherimm! E agora garanto a você que continuará o seu trabalho em minhas mãos.
"Olhou distraido para o machado por uns minutos"
Rakim, Barba de Fogo
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- Goblins huh? Ja lidei com um ou outro. Como qualquer inimigo, não devem ser subestimados. Mas não vou mentir! Adoraria me exercitar com alguns desses pestinhas essa noite, mas primeiro, melhor investigar, como sugere meu companheiro Eddie aqui! Hahahaahaha! Desde que me juntei com ele, nenhuma decisão que ele tomou deu errado, então não tenho o que reclamar vamos! HAHAHAHAHA!
"Agarra o Halfling pelo ombro e ergue o copo junto ao dele, o convidando a um brinde e vira a sua caneca"
Rakim, Barba de Fogo
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- Mas antes de irmos... Seria bom ressaltarmos os pontos fortes e fracos de cada um, dentro e fora da batalha não acham? Eu sei que eu acabaria não decorando, mas vocês que são bons de cabeça conseguem né? Pode ser a diferença de viver ou morrer, ter essa conversa agora. E também sugiro, mas só assim, sugerindo, que em momentos de travessia perigosa, estipulássemos uma... formação para avançarmos? Isso seria uma medida preventiva, para que assim pudéssemos reagir a adversidades diferentes. Cês sabem, aquela coisa de tática militar. Hahahahaha Deve se aplicar a aventura também... né? Eddie? To certo? Que acha? D=
"Assim era o anão. Pulava de gafes constrangedoras, para o uso de palavreado eloquente. Criado por um anão guerreiro na giga-metrópole que é Valkaria. Talvez seja um dos efeitos. Independente disso, guardou o machado e voltou a beber longos goles de sua cerveja até secar o copo!

________________________________________________________________________________________________

OFF
Tibares: 460
Ferreiro: -5 - FA+1 no proximo combate. (É possivel reforçar as placas da vembrassa e recebr FD+1? )
Taverna: -50 - Pernoite e refeição.
Loja de armas: Uma adaga simples.
Itens: Poções de cura - mesmo valor do manual? Existem as de pms tb?

Por hora, melhor guardar o dinheiro que me resta hahahaha (Apesar de que acho que vou ficar quase sem nada kkk)
Tribo Scarlata


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Lord Seph
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Re: Tormenta Alpha - Crônicas da Tormenta - Aventura

Mensagem por Lord Seph » 28 Jan 2017, 08:28

Já havia dias que Proteus viajava por Arton. Partir em busca de experiência.

O povoado atual parecia mais acolhedor que o anterior. Ser confudido com os covardes tapistanos era um saco, mas Proteus relevou e a taverna parecia acolhedora naquela noite.

Ele ouviu os boatos e aceitou a oferta do anão e a proposta de formação de um grupo, vindo de Valkaria isso não era tão anormal.

- Goblins parecem um ótimo treino para um sacerdote guerreiro, se forem combater essas pragas contem comigo.

Proteus diz já se colocado prontamente para uma guerra.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
o lema dos 3D&Tistas
"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
Warrior 25/ Dark Knight 10/ Demi-God.

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Re: Tormenta Alpha - Crônicas da Tormenta - Aventura

Mensagem por Maleficar » 28 Jan 2017, 10:29

A heroína havia deixado os colegas de pronto na mesa da taverna com bebidas e um pedaço de pão, enquanto seu corpo movia-se com graça acompanhando a canção, dança não era seu talento inato, mas a musica fazia fluir seu corpo como uma rima, pois assim como o alaude marca o compasso da dança a espada marca o compasso da esgrima. Seus olhos flertavam com o menestrel que, irritado, não conseguia terminar sua canção, uma voz grave ecoava pelo recinto Van der Woorf já sabia, era o anão. Jogou seus cabelos negros como carvão repleto de cachos e retornou para os seus colegas sempre a sorrir, ouvia gracejos e elogios ao seu corpo , mas fingia não ouvir.

-Já tenho responsabilidades demais barbudo, prefiro apenas agir, vamos deixar isso para, quem sabe no futuro, quando alguém com talento surgir.

Anna sentou-se a cadeira e acomodou-se colocando as pernas sobre as do anão, inclinou-se tomando uma das canecas de cerveja na mão, bebendo como uma dama, seus olhos fixavam no jovem com o alaude marrom, mas desta vez era o olhar faceiro de Anna que o fazia perder o tom.

-Não sei se seria inteligente partir neste exato momento, necessito de uma boa noite de sono para minha beleza, ou pela manhã será um tormento. Eu concordo com Cornélia, a melhor estratégia é atacar enquanto dormem, porém se querem partir agora tudo bem, mas se algo der errado, não chorem.

Anna sorriu ao olhar seus companheiros, era um grupo unido e honrado, por mais que não fossem parceiros sabia que contaria com eles sempre ao seu lado. Sempre foi do tipo que trabalhava sozinha pois melhor aproveitava o dia, contudo aprendeu a valorizar ter por perto boas companhias.

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Kaidre
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Kelaste

Mensagem por Kaidre » 28 Jan 2017, 13:55

A taverna estava barulhenta, como era de se esperar. O anão tinha se prontificado a ir buscar a bebida de todos e voltava cantarolando, muito mal por sinal. Começava a entender porque elfos e anões não costumam se dar bem. Além disso, o cheiro de suor era muito forte. No entanto, não parecia uma pessoa ruim. Se tivesse de classificá-lo, diria chato ou irritante, mas fora isso, não tinha queixas a seu respeito.

- Obrigado barba ruiva, mas acho que você confundiu meu pedido. Eu pedi leite de cabra. Mas tudo bem, não é como se eu quisesse conjurar algo mesmo.

Havia acabado de conhecer o grupo. Estava em busca de trabalho quando tomou conhecimento dos rumores. Seu passado com goblinóides o instigava a fazer algo e a suspeita de serem batedores da Aliança Negra apenas reforçava isso. Era como juntar o útil e o agradável. Mas querendo ou não, goblins são considerados cidadãos do Reino, então deveria controlar seu comportamento para não sofrer com interpretações errôneas.

- Achei que já tinham um líder. Bom, um irá surgir no momento de necessidade. Até lá, basta que cada um de nós cumpra seu papel.

Não pode deixar de notar que a humana de cabelos negros respondia com versos e rimas. Uma notável característica além do aparente talento nato. Humanos são realmente os melhores. Não conseguia desviar sua atenção do seu comportamento, mas logo o assunto da “caçada” foi posto em questão.

- Pessoalmente acho má ideia enfrentarmos os goblins em um cenário em que tenham vantagem. Além disso, estou esperando alguém.

Ele estica a mão em direção a caneca que o anão o ofereceu e experimenta um pouco da bebida. Forte demais para si, não se atreve a tomar outro gole enquanto se pergunta como os demais conseguiam.

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DiceScarlata
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Re: Tormenta Alpha - Crônicas da Tormenta - Aventura

Mensagem por DiceScarlata » 28 Jan 2017, 16:08

OFF: Ei!! Kaidre!! Meu anão é muito cheiroso viu!?? (Pelo menos... por hora) xDDDDDD Ele é um anão da cidade, adquiriu uns modos um tanto diferentes de seus pais, nativos de Doherimm xD
___________________________________________________________________________
Rakim, Barba de Fogo
Imagem

"O anão ergue uma sobrancelha"

- Leite? Você tava falando sério? Mas.. somos aventureiros!! Que tipo de aventura começa com... leite???

(Off: Já alguns modos dele, são iguais a de qualquer anão xD)

"Soltou uma gargalhada e tentou beber outro gole, mas percebeu que sua caneca enfim estava vazia. Triste momento para um anão. Deu de ombros e direcionou o olhar Ana e seu modo divertido de falar. Assim que terminou, bateu palmas sinceras"

- Ha! Você é boa nisso heim?? Onde aprendeu a falar desse jeito? Tem estilo!

0" Apreciador das artes como era - pelo menos aquelas focadas no entretenimento - se impressionava com esses tipos de extravagância. Espreguiçou-se na cadeira e passou a mover os ombros em lentos movimentos circulares, como que para acordar o corpo"

- Então, o que fazemos agora? Acompanhar meu chapa Eddie aqui? Que tal uma partida de Wyrt depois?

"Erguia e baixava as sobrancelhas em movimento rítmico. como se propusesse uma diversão proibida. O que em alguns lugares, de fato eram. Rakim gostava de se entrosar e fazer amizades. Inclusive confiava nas pessoas até fácil demais devido ao ambiente amistoso ao qual nasceu e portanto, não hesitava em buscar momentos divertidos com elas a qualquer oportunidade. Não que não soubesse quando ser sério, apenas, valorizava esses momentos pacíficos."

- E... amigo elfo Kelaste... Se não for beber isso... Eu... Posso? =p
Tribo Scarlata


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Re: Tormenta Alpha - Crônicas da Tormenta - Aventura

Mensagem por Tiagoriebir » 28 Jan 2017, 16:24

Eddie quase engoliu a própria colher quando o anão o puxou pelo ombro. Mesmo assim, acompanhou o colega, embora nem de longe conseguisse consumir cerveja na mesma velocidade que Rakim. Assim como a maioria dos halflings, Eddie gostava de apreciar o sabor de cada bebida e refeição. Depois que se recompôs, retomou a linha de raciocínio:

— Bom, já somos três de acordo em partirmos: eu, Rakim e Proteus — indicava os colegas com a colher de madeira. — Lady Van der Woorf também manifestou que está de acordo com agirmos hoje, se o grupo concordar. Podemos dizer que a maioria está a favor de agirmos tão logo terminemos a refeição. Devo lembrar que também prefiro evitar o combate em um terreno que dá vantagem aos goblins. A ideia é apenas investigarmos. O que dizem, Cornélia e Kelaste?
Tentando usar a parte colorida da massa cinzenta.
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