Tormenta Alpha - Crônicas da Tormenta

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Kaidre
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Kelaste

Mensagem por Kaidre » 24 Jun 2018, 12:41

Kelaste apenas escutava atentamente o que era dito. Bem, nem tão atentamente assim. Dormira tarde na última noite, bem tarde, e se levantara cedo. Embora estivesse de pé e conseguisse ouvir sons ao seu redor, sua mente vagueava entre o real e o sonho. Tinha entendido algo sobre um espectro que não dera as caras ainda e que o labirinto era complexo, mas nada muito além disso. Só quando Cornélia toca seu ombro e dirige palavra a ele é que sua atenção parece voltar por completo.
Kelaste
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- Quê? Não. Infelizmente não disponho desse conhecimento. O melhor que posso fazer é usar a cura para derrotá-los.
Fazia tempo que o elfo não agia como um sacerdote. Já passava da hora de voltar a sintonizar com sua divindade.
Kelaste
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- Mas tentarei fazer algo a respeito. Me deem alguns minutos para me preparar, voltarei em breve.
Ele então deixa a clareira para ir em direção a um local mais afastado onde pudesse orar sem ser interrompido ou incomodado.

Longe de curiosos, o sacerdote se ajoelha, junta as mãos em oração e fecha os olhos.
Kelaste
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- Ôh mãe santíssima, perdoa este teu filho por lhe faltar com a presença nos últimos tempos. Imploro, guie esse filho pródigo no momento de necessidade. Pois só tua é a graça para iluminar nossos caminhos e proteger-nos de todo o mal.
Só lembrando Aquila:
Vou gastar os 10 PE em Equilíbrio de Energias.

Kelaste tem R4.
Por Mago Nato conta os PMs como se tivesse R×2 (R8)
Com Equilíbrio de Energias receberá +2 PMs por ponto de R. Ou seja, passa a ter R×7 PMs invés de R×5.
PMs totais R8×7
56 PMs.
Além disso, estou tentando uma comunicação com minha divindade.

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Aquila
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Re: Arautos da Morte

Mensagem por Aquila » 04 Jul 2018, 20:52

Crônicas da Tormenta – Chamas da Guerra

Tur'Caed, o Vale da Torre - Colinas de Marah – Sudeste de Deheon
(Manhã de Vala 1 sob Cyd, 1410 CE)

(Angra, Karen e Theo)

Vocês estão em uma das trilhas que atravessam a Floresta da Dama Branca, a mata ancestral que cobre as Colinas de Marah como um manto esmeralda, seguindo para o misterioso santuário das fadas.

Ainda é noite e um denso nevoeiro cobre os vales profundos, transformando a floresta em um labirinto de ravinas sombrias e penhascos escuros. Apenas as luzes mágicas que os faunos carregam parecem manter as sombras da floresta afastadas da trilha obscura, formas indistintas que espreitam do meio da névoa cinzenta com um olhar inquietante, e cujos sussurros se confundem com o ranger das árvores. Mas, aos poucos, o brilho da manhã começa a surgir por entre as copas densas, revelando os detalhes da trilha que leva para o fundo do vale, um caminho cercado pelas ruínas de um reino cujo nome se perdeu no tempo.

A chegada da aurora marca o fim de um dia inteiro de marcha pela floresta, seguindo por trilhas que pareciam visíveis apenas para os faunos, cujo entusiasmo lendário era contido pela tensão da guerra.

O dia estava raiando quando vocês foram cercados pelo grupo de faunos, depois de passarem a noite em uma gruta escondida, um antigo refúgio de patrulheiros, ao sul da vila de Clein, de onde haviam partido na tarde do dia anterior, atrás dos tamuranianos desaparecidos. Ainda não se falava em guerra no pequeno posto comercial, quase na fronteira com Wynlla, onde o surgimento de um bando de goblins não parecia uma grande ameaça, mas, assim que os faunos surgiram da neblina, carregando os troféus de sua caçada, ficou claro que havia algo mais por trás de seus ataques.

O líder dos faunos, um caçador de cabelos negros chamado Theros, trazia na cintura um pequeno sabre tamuraniano, ou uma wakizashi, como Karen a chamou, uma arma que pertencia a um dos guerreiros que escoltava o artefato tamuraniano de volta para Valkaria. Ao que parecia, Theros havia encontrado a arma com o bando de golbins que abateram, horas antes, apenas um entre as dezenas que se dispersaram do pequeno exército que havia se reunido na entrada da Mina de Erelm, uma fortaleza anã abandonada, no interior da floresta. Mas, exceto pela wakizashi, os faunos não tinham encontrado nenhuma outra arma com os goblins, apenas alguns itens estranhos, como brinquedos de madeira e moedas do Império de Jade, relíquias de um passado arruinado guardadas como lembranças pelos bushi.

Sobre o destino dos guerreiros, os faunos nada sabiam, mas a esperança levava a crer que eles estavam na fortaleza abandonada, um lugar agora cercado pelos goblins, pois, ao que parecia, uma jovem tamuraniana havia sido resgatada por um grupo de aventureiros, alguns dias antes, perto de uma das passagens da mina.

"Eles estão em Tur'Caed, agora", Theros lhes disse, depois de ponderar suas palavras e seus olhares. "Talvez eles saibam mais sobre o destino dos guerreiros..."

Assim, vocês seguiram os faunos de volta ao seu santuário secreto, para encontrar os aventureiros que resgataram Nakamura Akie, a única mulher, além de Karen, que fazia parte do grupo, antes da samurai se desencontrar com eles perto da fronteira com Wynlla, um infortúnio que agora se mostrava um toque do destino.

A luz da manhã mostra que vocês andaram por um dia inteiro, mas, exceto por um leve cansaço, suas mentes estão despertas como o sol nascente, graças ao poder do vinho das fadas que queima em sua veias. Apenas um gole da forte bebida, imbuída com a magia das fadas, lhes deu forças para suportar a viagem por um dia inteiro, mas apenas isso não bastaria para fazê-los cruzar uma distância tão longa em tão pouco tempo, Theo sabe, pois, enquanto atravessavam a neblina da madrugada, ele vislumbrou o misterioso Reino das Fadas.

A forma como as fadas viajavam por dentro de seu reino oculto, para saltar distâncias no mundo mortal, faz parte de incontáveis lendas, mas esse poder, na verdade uma benção de seus deuses antigos, não é visto a muitas gerações.

Angra segue logo a frente do grupo, acompanhando o passo do líder dos faunos, que, passadas as apresentações, não esconde o desejo que sente, algo natural para a raça. Até mesmo Theo não é ignorado pelas caçadoras do grupo, que parecem tentá-lo com seus belos atributos sempre que param para descansar. Apesar disso, os faunos não tentam nada mais ousado, embora seu comportamento possa ser considerado abusado, pois, de tempos em tempos, seus pelos se eriçam quando ouvem o som de suas trompas rudimentares ecoando pela floresta, lembrando-os do perigo que os cercam.

Quando vocês chegam no fundo do vale, um dos faunos sob no que restou de uma antiga torre, para tocar sua trompa, quebrando o silêncio da floresta. A princípio, o toque da trompa dos faunos soava aos seus ouvidos apenas como o berro de um animal selvagem, um som primitivo, quase cômico, como o chamado de um alce ou cervo, mas, à medida que as notas ressoavam pelas colinas, elas pareciam se transformar no eco de um ser imemorial, cuja voz desafiadora ainda percorre o tempo. Logo, ficou claro que os bramidos não eram apenas sinais, mas uma forma muito peculiar de comunicação.

Quando vocês alcançam o outro lado do vale, o sol já ilumina as muralhas de Tur'Caed, uma fileira de rochas imensa que cercam o vale como um círculo de menires. Apenas uma passagem corta os pilares gigantes, levando para um vale côncavo, coberto por um bosque verdejante. Do topo da passagem, que desce serpenteando pelas paredes da cratera, vocês avistam uma colina rochosa, alta, de onde cai uma cascata de águas prateadas a luz da manhã. As águas da cascata formam um pequeno lago, antes de se dividir, abraçando uma ilha no meio do vale, onde se avista um círculo druídico, como uma imagem menor dos pilares de pedra que protegem o santuário, e, no centro de tudo, um menir solitário, imenso, divide espaço com uma árvore grande como um castelo.

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(Kelaste)


Você está no círculo das fadas, no centro do vale, quando o som das trompas dos sentinelas se sobrepõe ao farfalhar harmônico da Torre-Árvore, anunciando a chegada dos viajantes. A neblina ainda cobre o vale quando você chega no santuário, mas, acima da Torre-Árvore, você pode ver as nuvens rosadas da aurora deslizando sobre as colinas.

Um santuário foi erguido aos pés da árvore, em um degrau elevado como a bema de uma catedral, mas ali não há portas imensas ou janelas com vitrais coloridos, apenas a força que emana de seu propósito. No centro da bema, fica a pedra do altar, onde vários itens ritualísticos foram dispostos, jarros e taças de prata, bandejas com frutas perfeitas, velas aromáticas em castiçais adornados, tremendo sob a brisa da manha, embora nunca se apaguem. Por entre a neblina, você vê as silhuetas e escuta as vozes dos sacerdotes do templo, faunos e sprites, mas nenhum deles se aproxima de você, enquanto segue na direção do altar, onde realiza sua prece.

Então uma brisa fria começa a soprar do oeste, desafiando o vento quente da manhã, agitando a árvore sagrada, e o mundo desaparece em um mar de névoa prateada. A névoa começa a se mover, como fumaça levada pelo vento, apagando os detalhes do mundo. O círculo druídico ainda está lá, nos limites das sombras, assim como a forma da árvore e do menir sagrados, mas tudo se torna indistinto, como a lembrança de um sonho. E então uma luz surge no meio da névoa, uma luz forte como o reflexo do sol em um diamante, se aproximando pouco a pouco. E uma forma surge por trás da estrela, uma forma feminina cujos contornos começam a se distinguir conforme se aproxima.

Glórienn surge do meio da névoa como a imagem de um sonho, tão aterradoramente magnífica quanto bela. A bruma jogada pelo vento contorna o seu corpo escultural como um manto etéreo, que se confunde com seu longo cabelo púrpura, escuro como o firmamento, em sua fronte, a deusa usa um diamante brilhante como a estrela da manhã, engastado em uma fina tiara de prata.

Parado ao lado do altar, no centro do círculo druídico, você sente toda a força, como se estivesse se equilibrando no limiar da consciência, mas a deusa permanece impassível, olhando-o com o calor de uma mãe que vê seu filho retornar para casa.

- <Kelaste... A quanto tempo eu não ouvia seu coração... Por um instante, achei que estivesse sonhando, mas quando percebi sua voz em meio ao medo... Não sabe o quanto isso me deixa feliz, nesses tempos sombrio... Sinto não estar perto para ajudá-lo a suportar sua dor... O que te aflige, minha criança?>

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Dados dos Personagens
• Angra <> PVs 18/18, PMs 15/15; 0 10 <> T$ 460.
• Cornélia <> PVs 10/10, PMs 20/20; PE 0. T$ 1.181.
• Karen <> PVs 14/14, PMs 10/10; PE 0 <> T$ 1.260.
• Kelaste <> PVs 20/20, PMs 56/56; PE 1 <> T$ 501.
• Theo/Apsuria <> PVs 5/5, PMs 15/15; PE 0 <> T$ -.

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Editado pela última vez por Aquila em 17 Jul 2018, 11:33, em um total de 1 vez.

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Re: Arautos da Morte

Mensagem por Keitarô » 07 Jul 2018, 00:49

Theo alternava sua atenção entre o cansaço físico que ia e voltava e a curiosidade inata de entender o que estava acontecendo naquela missão. Tudo tinha sido arrumado de maneira repentina. Logo, fazia parte de um grupo de três para descobrir o paradeiro dos guerreiros tamuranianos sumidos. Queria entender ao certo a motivação de tudo aquilo: seriam os tesouros, apenas, ou mesmo a segurança de todos? A lógica dizia que deviam estar mortos, talvez emboscados e pilhados pelos goblins em grandíssima vantagem numérica.

Mas talvez não. Havia indícios do contrário, ou de outras possibilidades.

Ao mesmo tempo, Theo aproveita para apreciar a paisagem, em vários sentidos. Ficava imaginando o que havia levado cada coisa a ser o que era e a estar no lugar atual. Estava ainda curioso com seu grupo, formado por uma tamuraniana perdida da comitiva e uma guerreira de cabelos rubros como o fogo e de muita energia. E faunos, com costumes selvagens curiosos. Por vezes o jovem sentia-se constrangido; mas, expulsava o pensamento focando-se no agora.

— A fortaleza está próxima.

Seus olhos procuravam, então, as informações do lugar. Do chão ao ar, da maneira como a copa das águas se posicionava. Eventuais caminhos entre arbustos e rochas, a poeira arrastada por botas ou mãos. Algum detalhe, imperceptível. Não que fosse encontrar algo, mas estava atento.
Theo utiliza de sua Visão Aguçada e perícia Investigação para rastrear informações que possam ajudar.

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Kelaste

Mensagem por Kaidre » 08 Jul 2018, 19:23

Embora fizesse muito tempo desde a última ocasião, Kelaste conseguiu estabelecer conexão com Glórienn uma vez mais. A nostalgia tomou conta de seu ser e uma lágrima de alegria escorreu de sua face. Levantou o rosto e sorriu. Por um breve momento, temeu ter sido abandonado.

- É muito bom estar em sua presença novamente, minha mãe. Atualmente estou em um trabalho para expulsar velhos inimigos que estão atacando os viajantes da região. Goblins. No entanto, parece que não são apenas um pequeno bando de arruaceiros, mas sim um grupo organizado. Eles demonstraram ter força suficiente para iniciar uma guerra. Mas no momento, minha principal preocupação é que estejam os caídos para se fortalecerem. Mãe, eu lhe imploro, ensine-me a expulsá-los.

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Re: Arautos da Morte

Mensagem por Aquila » 18 Jul 2018, 17:59

Crônicas da Tormenta – Chamas da Guerra

Tur'Caed, o Vale da Torre - Colinas de Marah – Sudeste de Deheon
(Manhã de Valag 1 sob Cyd, 1410 CE)

Angra, Cornélia, Karen e Theo

Atravessar a Floresta da Dama Branca sempre foi um desafio para qualquer explorador, mesmo para aqueles acostumados aos seus segredos e perigos, por isso, durante a noite e com a neblina encobrindo os vales, era praticamente impossível saber para onde a trilha dos faunos os levaria.

Nas margens dessa floresta antiga, que cobre o oeste das Colinas de Marah, o terreno pedregoso é cortado apenas por algumas ravinas largas e penhascos baixos, por onde passam os rios de águas cristalinas que nascem nas colinas altas, um lugar de trilhas e caminhos bem conhecidos, mas, quando mais se chega perto do coração da mata, o terreno se transforma em um labirinto de caminhos sombrios, dominado por lendas e perigos - os bosques de flores silvestres dão lugar a um emaranhado de árvores antigas, debruçadas sobre rochas cobertas de musgo e ravinas escuras – um lugar onde um passo em falso ou uma escolha errada podem custar tudo.

Mas, aos poucos, a luz da manhã transformou a trilha sombria que vocês seguiam em um caminho de pedra que cruza pelas ruínas de uma antiga cidade, uma lembrança da época em que os anões dominavam o mundo. A maior parte da cidade foi tomada pela floresta, mas muitos pilares de pedra, paredes, ruas e escadarias ainda resistem ao avanço das árvores, sem nenhum sinal de que vão ceder.

Quando a manhã chegou, vocês descansaram rapidamente no que restou de um antigo templo dos anões, cujo altar foi escavado em uma parede rochosa, recuperando as forças antes de seguirem pela última parte do caminho: uma escada de pedra que leva ao do topo da colina. As formas de vários deuses anões foram esculpidas na parede do altar, mas suas feições foram apagadas pelo tempo, restando apenas a sugestão de suas roupas e armaduras.

Uma neblina fina ainda cobre os limites da floresta, impedindo que vocês vejam muito além da trilha, mas isso não é um problema para a percepção de Theo. Enquanto o grupo descansa e os faunos tocam suas trompas, para anunciar sua chegada, o mago se afasta um pouco, para observar o mundo que se esconde além da penumbra.
Theo obteve 12 em seu Teste de Sentidos, mas sua Sensibilidade Sensorial permite que veja o que existe além da visão normal.

Um encanto poderoso encobre as ruínas, mas, aos poucos, os sentidos do mago conseguem penetram no véu, percebendo os caminhos que se escondem por trás da ilusão. A cidadela ainda é uma ruína, mas suas paredes e pilares de pedra se misturam a floresta de uma forma quase natural, protegendo as casas dos pixies e brownies que vivem ao redor da colina sagrada. As casas das fadas se espalham pelas ruínas, os "ninhos" dos pixies topo das colunas ou nas árvores mais altas, enquanto as tocas dos brownies se espalham pelo subterrâneo, protegidos pela folhagem densa que cobre o chão úmido da floresta.

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O sol já está alto quando o grupo alcança o vale sagrado – uma grande cratera no topo da colina. Um grupo de faunos guarda a entrada do vale, auxiliados pelos olhos e flechas encantadas dos pixies. Eles os saúdam quando vocês passam, desviando os olhos do dever por um instante para observá-los.

Depois de atravessarem o portão, ladeado por uma árvore imensa, vocês descem pelo caminho íngreme que leva ao bosque que cerca a ilha-santuário, onde outro grupo os aguarda. Os pixies, sempre curiosos e receptivos, se aproximam para recebê-los, mas os faunos apenas observam. A frente do grupo está uma guerreira fauno de olhar desconfiado, mas quem chama a sua atenção é uma jovem humana ao seu lado.

- Saudações, viajantes - diz a guerreira fauno, se adiantando do grupo, assim que vocês se aproximam. - Eu sou Calista, guardiã do Vale da Tur'Caed. Faz muitos anos que não recebemos visitantes, mas parece que nosso isolamento chegou ao fim. Apenas uma palavra me foi dita sobre vocês: aliados, mas isso não diz muito sobre suas motivações, então, devo perguntar, o que os traz ao santuário das Senhoras da Floresta? Por acaso fazem parte da companhia de Cornélia? - Ela olha para Cornélia, dirigindo a pergunta também à ela.

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Kelaste

Glórienn fecha os olhos quando você lhe diz qual é a natureza de seus inimigos. O brilho do diamante que adorna a tiara da deusa, parece perder o brilho, ofuscado pela névoa espectral que encobre seu rosto, e por um instante ele reflete apenas a tristeza que se tornou seu fardo, mas, quando ela abre os olhos, sua expressão terna mudou.

- <Não há limites para a corrupção que os lacaios de Ragnar podem realizar, mas a arrogância faz com que se julguem senhores de poderes que não compreendem. E agora, eles conspurcam os próprios mortos, como se isso de alguma forma fortalecesse sua ascensão...>

Então, um brilho forte surge no limiar da névoa, atrás da deusa, uma luz dourado-avermelhada, como a chama de uma pira. Um calor intenso e sufocante atiça a névoa espectral, quase derrubando-o, e então uma forma alta, vagamente humana, surge do meio das chamas. Glórienn sorri para você, um sorriso capaz de confortar qualquer desespero, mas ainda assim não consegue esconder o quanto ficou tensa.

- <Não temas, meu filho. Eu estou sempre ao seu lado, sempre, como quando clamaste por mim, na clareira...>

E então a névoa se dissipa e você cai de joelhos no centro do círculo druídico. Aos poucos, o vento começa a dissipar a névoa que cobria a ilha-santuário, revelando o céu da manhã.
Kelaste gasta 1 PM.

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Dados dos Personagens
• Angra <> PVs 18/18, PMs 15/15; 0 10 <> T$ 460.
• Cornélia <> PVs 10/10, PMs 20/20; PE 0. T$ 1.181.
• Karen <> PVs 14/14, PMs 10/10; PE 0 <> T$ 1.260.
• Kelaste <> PVs 20/20, PMs 55/56; PE 1 <> T$ 501.
• Theo/Apsuria <> PVs 5/5, PMs 15/15; PE 0 <> T$ -.

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Editado pela última vez por Aquila em 23 Jul 2018, 14:28, em um total de 1 vez.

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Padre Judas
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CORNÉLIA VOLG

Mensagem por Padre Judas » 20 Jul 2018, 13:21

Cornélia esperava por Kelaste quando chegaram novas pessoas. Calista questionou-lhe se os conhecia.
Cornélia Volg
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- Não... nunca os vi. Quem são vocês?
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Re: Arautos da Morte

Mensagem por Keitarô » 23 Jul 2018, 10:43

— Olá, sou grato por conhecê-los — Theo abaixa um pouco o rosto num rápido cumprimento. Com um sorriso tranquilo, mas curioso, ele se apresenta. — Chamo-me Theo. Estamos numa missão de investigação. Nossa companheira Karen fazia parte do grupo de tamuranianos que foi emboscado nesta região. Felizmente ela sobreviveu.

O jovem visionário apontou para Karen esperando, também, que os outros companheiros se manifestassem. Ao mesmo tempo, como havia feito até aquele momento, tratou de captar tudo o que os sentidos o permitiam: os detalhes da guerreira e de Cornélia, os arredores. O cheiro da mata, sons próximos e distantes; energias invisíveis, mais magia e ainda entidades espirituais.

Tudo seria útil.

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Re: Arautos da Morte

Mensagem por Lord Seph » 23 Jul 2018, 12:17

Karen não estava muito certa de proceder. Sua missão era simples, mas se mostrou mais problemática que esperava.

Se perdeu do grupo principal é agora viajava com outros dois aventureiros. Um Paladino e um Mago. A vida era complexa, mas fantástica para ela ali.

Então Karen recebe notícias de seu grupo, nada animadoras pelo visto. Só Akie parecia ter sobrevivido e mesmo assim ela não estava por perto para dar maiores informações.

- O que Theo disse é a verdade, e Angra pode confirmar a história sendo um Paladino.

Karen se limita a falar enquanto observa o grupo. Era claro que já haviam sofrido bastante nos últimos dias.

- Senhorita Cornélia, Akie-chan relatou algo sobre os demais tamurianos da comitiva?

Por fim Karen pergunta.
Melhor queimar do que apagar aos poucos.
-Neil Young.
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"-seremos o ultimo foco de resistência do sistema"
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DiceScarlata
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Re: Arautos da Morte

Mensagem por DiceScarlata » 23 Jul 2018, 13:07

Agni, o jovem leão
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- É um prazer em conhecê-las, lady Calista e lady Cornélia. Sou Agni o jovem leão, Paladino da Ordem do fogo rubro. Somos aventureiros, parte desta escolta, nos oferecendo para ajudar.

*Agni disse tudo se ajoelhando, ficando a espada no solo e baixando a cabeça em mesura respeitosa, tal qual foi ensinada como cavaleira. Sua linguagem era séria e polida e demonstra altivez*

- Como explicaram, estamos em busca de pessoas perdidas. Espero que possamos nos ajudar mutuamente. Vocês tem minha espada e meu escudo.
Editado pela última vez por DiceScarlata em 31 Jul 2018, 01:17, em um total de 2 vezes.
Tribo Scarlata


- MUNDO DE ARTON: GRUPO MADEIRA DE TOLLON (on):Angra Cabelos de Fogo
- MUNDO DE ARTON: GRUPO AÇO-RUBI (on): Jihad das Areias Vermelhas
- MUNDO DE ARTON: GRUPO JADE (on):Sr. Fuu
- JOHNVERSE: PRESA DE FERRO (on): Jinx - Cruzado da Ordem dos cabeças de Dado
- JUDASVERSO: CRÔNICAS DA TORMENTA (on): Nagamaki no Gouka!
- FUI REENCARNADO COMO MONSTRO (on): Gizmo
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Aquila
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Re: Arautos da Morte

Mensagem por Aquila » 24 Jul 2018, 19:25

Crônicas da Tormenta – Chamas da Guerra

Tur'Caed, o Vale da Torre - Colinas de Marah – Sudeste de Deheon
(Manhã de Valag 1 sob Cyd, 1410 CE)

Angra, Cornélia, Karen e Theo

Não é preciso ser um devoto dos deuses para sentir o poder que existe no bosque das fadas, um lugar de beleza selvagem que ainda guarda uma parte do encanto da época em que a magia reinava sobre o mundo, mas, para Theo, cujos sentidos são capazes de perscrutar os mundos ocultos além da percepção normal, a sensação é muito mais forte.

O vento quente da manhã levanta ondas de pólen dos campos de flores silvestres que cobrem o vale, lançando um perfume suave e inebriante sobre os bosques verdejantes que margeia a ilha do santuário, onde uma árvore imensa parece abraçar um menir colossal, grande como uma torre, cercados por um tênue névoa prateada, mas o jovem mago consegue ver o que está além da natureza.

Aos seus olhos, os bandos de sprites que deslizam sobre o bosque se perdem no meio das revoadas de pixies, que voejam invisíveis, encobertas pelo glamour, cobrindo o vale com uma chuva de poeira dourada, enquanto os brownies correm atarefados por entre as árvores, misturados com os pookas, quase indistintos dos animais que habitam as matas. Mas o que chama a atenção do mago é uma presença muito poderosa, no centro do círculo druídico, onde a árvore-torre brilha, coberta pelo orvalho da manhã.

- É um prazer conhecê-los - diz Calista, fazendo uma reverência. Apesar de estarem afastados da corte, a etiqueta ainda faz parte da vida das fadas de Arton. Ela então se volta para Karen.

- Infelizmente, seus amigos foram capturados pelos goblins, senhorita. Theros lhes disse? Sim. Uma falha que nos envergonha, tenha certeza... Nós percebemos o movimento dos goblins, sim, mas acabamos subestimando suas capacidades... Quando finalmente decidimos agir, era tarde demais para salvar seus amigos... Felizmente, quando havíamos perdido a esperança, fomos surpreendidos novamente, mas desta vez pelo valor dos homens, algo que também nos acostumamos a subestimar. Córnelia e sua companhia desafiaram o que não fomos capazes e salvaram um de seus amigos, Akie, mas parece que ela foi a única que conseguiram encontrar.

O estrondo de um trovão ecoa fracamente pelo vale encantado, vindo das nuvens cinzentas que podem ser vistas ao sul das colinas, resquício da tempestade do dia anterior misturada com a fumaça da floresta devastada.

- Mas os goblins que atacaram os tamuranianos eram apenas parte do exército que tomou Cair'Erelm, a fortaleza dos tilliannos, e que, ao que tudo indica, agora foi dominada por um mal ainda maior. Algo muito perigoso despertou nas profundezas da fortaleza, algo que ameaça não apenas a floresta que é o nosso lar, mas também as terras ao seu redor.
Notas sobre a percepção de Theo
É um pouco difícil definir o que Theo pode perceber em Tur'Caed. Para todos efeitos, o lugar é um templo, mesmo que suas paredes e teto não existam mais. Em outros sistema, eu diria que ele tem uma santidade equivalente ao de uma catedral, embora não ocorram missas no lugar a um bom tempo. O templo é tão antigo que não tem idade, e é usado para honrar os deuses da floresta, principalmente as deusas, que forma a base da religião das fadas.

A presença que Theo sentiu no círculo druídico é a manifestação de Glórienn conversando com Kelaste, usando uma versão mais poderosa da magia Presença Distante, usada pelo próprio mago.
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Dados dos Personagens
• Angra <> PVs 18/18, PMs 15/15; 0 10 <> T$ 460.
• Cornélia <> PVs 10/10, PMs 20/20; PE 0. T$ 1.181.
• Karen <> PVs 14/14, PMs 10/10; PE 0 <> T$ 1.260.
• Kelaste <> PVs 20/20, PMs 55/56; PE 1 <> T$ 501.
• Theo/Apsuria <> PVs 5/5, PMs 15/15; PE 0 <> T$ -.

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Editado pela última vez por Aquila em 27 Jul 2018, 15:50, em um total de 1 vez.

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