O Desafio dos Deuses - ON

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John Lessard
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O Desafio dos Deuses - ON

Mensagem por John Lessard » 24 Out 2016, 10:24

ATO I - A BATALHA DE AMARID

Prólogo - Calmaria


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O dia estava nublado. Azgher não ousava aparecer, um dia melancólico. O chão era barroso agora, devido a tantas pessoas indo de um lado para o outro. Soldados de Yuden vistoriando equipamentos. Escudeiros de Bielefeld limpando armaduras e cuidando de cavalos. Minotauros em sua disciplina rígida em seus regimentos, armados com lanças, gládios e escudos compridos. Os soldados de Deheon armados com armas e armaduras vindas do Reino das Armas corriam de um lado para o outro e gritavam ordens. Alguns conversavam de canto, treinavam atrás de tendas e oravam escondidos.

Arcanos de todos os cantos de Arton conversavam ou se evitavam. Feiticeiros fanfarrões faziam graça com pequenos truques, enquanto magos rabugentos permaneciam em silêncio, vez ou outra trocando experiências. Guerreiros parrudos, de pele clara e olhos azuis, mediam força, com seus cabelos dourados ou vermelhos esvoaçando ao vento.

Os golens de Wynlla eram impressionantes, variando de formas, entre dois e três metros, feitos de pedra e ferro, permaneciam parados fitando o horizonte, esperando que a ordem fosse dada. A ordem para atacar.

Para todos os lados havia bardos cantando sobre morte ou glória. Às vezes os dois, morte com glória depois, ou apenas glória, bem, com morte no fim. As seguidoras de acampamento estavam em cada canto, com seus vestidos simples e decotados, obviamente não usando nada por baixo da saia.

Em alguns pontos era possível encontrar comerciantes, vendendo armas e armaduras, ou até poções (tudo isso a um preço um pouco elevado). Era possível achar ferreiros também, com preços mais acessíveis, porém era necessário procurar.

Figuras importantes estavam presentes, metidos em planos de ataque e conselhos de guerra. Arkan do Braço Metálico, Julian, O Mago de Combate do Protetorado do Reino, Lady Shivara Sharpblade e até os arquimagos Talude e Vectorius.

Porém, a calmaria era uma miragem falsa nos corações daqueles bravos e sem escolhas “heróis”. No horizonte o poderoso forte Amarid, feito de pedras enormes, fortes e agora nas mãos do inimigo. Do único inimigo. Nuvens vermelhas pairavam ao redor, com luzes púrpuras surgindo vez ou outra. O cenário era medonho, misterioso e angustiante.

***

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Cecília tinha chegado a pouco no acampamento do Exército do Reinado, estava curiosa e apreensiva. Ela tinha vindo de longe, muito longe e veio parar justamente ali. Levou um tempo para se habituar, mas como era uma aventureira de certa experiência logo descobriu “onde” estava. Embora essa resposta ela já soubesse e sua pergunta fosse outra, até que soube sobre o chamado de Lady Shivara. A batalha pelo Forte Amarid. A garota Maedoc logo concluiu que sabendo o que sabia e sendo a própria reencarnação da Rainha Eterna, poderia fazer história (ou refazer).

***

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Guil andava por entre as tendas, incerto. Ele já havia enfrentando aquele aquele inimigo antes, mesmo que não da maneira que gostaria, porém o mais angustiante era que mesmo assim ele não sabia muito, apenas que tudo era Vermelho. Estava ali por experiência, precisava ser mais forte e para isso precisava aprender sobre a Tormenta e seus demônios, só assim poderia erradica-los de uma vez.

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Kanoi era o único Velocis ali, e apesar de tantas peculiaridades, atraia olhares. Usava roupas simples e armas únicas e a visão do horizonte lhe perturbava. Ele queria esquecer aqueles que o expulsaram, mas qual seria a força do inimigo? Em alguns segundos Kanoi começou a sentir o cheiro das latrinas com seu faro aguçado e aquilo o incomodou imediatamente.

***

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Missão. Era por isso que Thelfinrinn estava ali, no meio daqueles soldados, alguns anões e poucos iguais a ele. O Forte Amarid no horizonte era, por falta de uma palavra mais sofisticada, assustadoramente misterioso. O que havia lá? Demônios, dos quais os poucos sobreviventes falavam? Demônios capazes de lhe fazer ficar louco? Era para isso que estava ali, pois sua deusa pedira.

***

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Kazuma olhava para o forte Amarid. A Tormenta. Ele teria que lidar com ela, teria que lidar. Com seus punhos que aprendeu a usar com seu mestre monge e com as demais técnicas que aprendeu com sua mestra posterior. Não haveria espaço para atos públicos ali, em breve haveria apenas sangue e ácido e aquele exército tinha de vencer, tinha que triunfar perante os demônios e ajudar as pessoas.

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O Homem Crocodilo tinha vindo de longe e não se preocupava com os olhares que atraía. Ele era grande, com descendências poderosas. Quem era aqueles demônios perante ele? Lutaria com a chamada "Tormenta" porque parecia uma boa ideia, divertida e não tinha nada melhor pra fazer.

***

A calmaria antes da batalha era angustiante, mas os soldados sabiam se distrair e quem mais estivesse ali também poderia. Que tal o calor entre as pernas de uma mulher? Ouvir as canções de um bardo? Comprar itens interessantes para a batalha? Jogar alguns dados ou quem sabe tentar falar com algum herói famoso, como Arkam ou Vectorius... Ou Aldred Maedoc II e Therese.
OFF:

Seguinte pessoal, descrevam como passam esse dia. Podem pagar uma prostituta (2 TP); podem pagar um bardo para cantarem para vocês (1 TO); comprar itens no valor máximo de 1000 TO (itens específicos exigem testes, na dúvida me perguntar, caso contrário, só dizer que comprou)(itens normais custam 5% a mais aqui, ou fazer um teste de Obter Informação 15 para achar por um preço normal ou pedir Diplomacia/Enganação para baixarem o preço); Jogar dados com os soldados ou tentar falar com alguma figura famosa.

As ações podem gerar premiações interessantes e a interpretações rendem mais XP. Façam 1 ou 2 ações, pois na manhã seguinte ocorre a batalha.
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Aldenor
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Re: O Desafio dos Deuses - ON

Mensagem por Aldenor » 25 Out 2016, 08:15

Cecília havia desistido de andar com o nariz em pé. Agora passava a maior parte do tempo com os dedos fechando sua respiração nasal. O Acampamento do Exército do Reinado era terrível e sujo. Ela já sabia que muitos homens juntos daria em algo desse tipo, mas uma coisa era saber e outra era vivenciar.

A garota vestia calças de couro negras, uma camisa de linho vermelha com um decote jovial e uma capa esvoaçante. Na cintura, portava uma espada fina e curvada. Aos olhos treinados, podia-se entender que era uma katana. Também tinha uma bandoleira atravessando na diagonal cheia de poções. Nas costas, tinha uma mochila e vários tubos onde guardava seus pergaminhos. Além disso, a bela jovem usava sapatos confortáveis da última moda valkariana. Provavelmente ainda não inventados naquele tempo. Lamentava por sujá-los na lama inconveniente. Viu um escudeiro passar e estalou os dedos, como se fosse seu empregado.
Cecília
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Menino, vem cá, sim?
O rapaz titubeou antes de ser tragado pelo magnetismo de Cecília.
Cecília
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Onde está o acampamento dos heróis?
Escudeiro
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Dos heróis, senhora...?
Cecília
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Cecília, a seu dispor. Ou melhor, não.
Ela faz uma reverência espalhafatosa, mas desiste dando de ombros.
Cecília
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Sim, heróis. Veja, não visto armadura de cavaleiro, não tenho insignias militares de soldados, não porto bandeiras e, por favor, não sou uma rameira.
Ela ri desse último comentário.
Escudeiro
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Ahm... hum...
O garoto parecia confuso, olhando para os lados, enquanto segurava uma sela ornada com símbolos da cavalaria de Norm.
Cecília
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Sou uma aventureira, garoto. Me diga onde os aventureiros estão reunidos.
Ela perdera o humor com a lentidão do rapaz. Ele apontou para um canto aleatório e Cecília rolou os olhos antes de ir até lá pisando firme na lama (esperando que espirrasse no garoto inútil).

Não demorou muito para encontrar algumas tendas grandes onde muita gente ia e vinha. Cecília imaginou que ali estavam os aventureiros mais famosos e seus olhos brilharam.
Cecília
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Aqui é a tenda de Talude? Que incrível! Posso conversar com ele? Ah? Ocupado? Tsc... tudo bem, deixa pra lá.
Disse para os dois homens incrédulos com a futilidade daquela menina estranha, de sapatos estranhos.

Pernoitando pelo lugar, Cecília foi ficando entediada. Os heróis mais famosos do Protetorado do Reino também estariam ocupados. Ela tinha esperança de falar com Talude ou Reynard. Espera, Reynard não participou dessa batalha. Cecília ponderava quem estaria ali e arregalou seus grandes olhos cor-de-mel ao constatar que seus avós estariam ali! Claro! Por mais que tivessem se aposentado do Protetorado do Reino em 1390 - uma eternidade! - eles ainda prestavam alguma consultoria ao Protetorado e a outros heróis. E claro, em um dos eventos mais importantes da História de Arton eles estavam presentes. Quem não estaria? Ela, é claro. Pois nem era nascida.

Cecília considerou por meros segundos a possibilidade de um encontro como aquele causar problemas de paradoxos e outras coisas temporais que ela não tinha conhecimento ainda. Teorias, claro. Ela tinha pouca paciência para teorias. Era uma garota mais prática. Andou por mais um tempo perguntando exatamente por seus avós. Estavam em uma tenda grande, com alguns membros mais velhos (e também aposentados) do Protetorado. Cecília não reconhecia aqueles rostos. Enquanto calculava a idade que seus avós teriam (46 e 48 anos), viu Aldred Castell Maedoc II chegando à tenda com um enorme cavalo sem sela. Era Farrapo, ela tinha certeza. Seus olhos brilharam.

Aldred II, seu avô, havia falecido antes de seu nascimento, de modo que ela só ouvira falar dele por histórias de seu emocionado pai.
Aldred
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Noite.
Disse, meneando com o chapéu para uma boquiaberta menina. Aldred ergueu uma sobrancelha. Depois, mirou de cima embaixo a sua neta - que nem sabia ser! Depois de alguns segundos constrangedores, ele continuou.
Aldred
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Não achas que és muito nova para estar aqui, guria? Este lugar... haverão mortes. Tormenta. Coisa feia.
Cecília
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Eu... hã...
Era raro Cecília ficar sem palavras, estupefata assim. Therese saia da tenda no exato momento fazendo com que as palavras de Cecília desaparecessem por completo. Ela era EXATAMENTE igual à sua lembrança. Therese ainda vivia na sua época. E parece que não envelheceu nenhum dia.
Therese
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Oi! Não ligue para o que este velho diz... se está aqui é porque é uma aventureira experiente. Certo?
Disse a mulher simpática. Tinha 48 anos (segundo os cálculos de Cecília), mas não mudou a aparência desde os 30.
Cecília
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O-obrigada? Hã? Ah, sim, sou experiente... e... sou fã de vocês dois!
Ela balançou a cabeça, voltando a si e se aproximou de ambos. Primeiro, fez um afago em Farrapo, que respondeu com fungadas e lambidas. Será que sentira um cheiro familiar?
Farrapo
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Relinchar
Depois, abraçou Aldred e Therese ao mesmo tempo. O ginete de Namalkah ficou confuso, tirando o chapéu para não cair. Therese sorriu e retribuiu com naturalidade.
Cecília
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Ouvi muitas histórias de vocês dois! Das lutas contra arquimagos, déspotas, dragões, contra Arsenal e...
Therese
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Contra Arsenal?
Cecília
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Ops! Contra o arsenal maligno de vilões! Hehehehehehe.
Cecília riu pra disfarçar. Seu avô estava sério.
Aldred
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Guria, tu pareces bem intencionada e tal. Mas aqui não é um lugar para festas ou tietagens. Amanhã poderá ser o último dia da vida de cada um destes homens...
Cecília
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... e mulheres...
Aldred
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... e mulheres... para enfrentar a maior ameaça de Arton. Tens certeza que entendes a gravidade da situação? Achas que estás pronta?
Cecília abriu um sorriso de orelha a orelha com a pergunta e, depois, fez um olhar misto de sapeca e desafio para o avô.
Cecília
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Eu nasci pronta, vovô.
Riu e saiu dali rapidamente, deixando um Aldred coçando o cabelo.
Aldred
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Acho que vou tomar uma daquelas tuas poções contra envelhecimento, Therese. A guria me chamou de vovô...
Cecília tinha feito tudo que queria. Agora, podia dormir e sonhar com o encontro e como contaria para seu pai. A garota se emocionou só de imaginar seu pai chorando com seu encontro. Para ela, aquele dia tinha sido um dos mais especiais de sua vida e o peso enorme do enfrentamento da Tormenta acabou ficando em segundo plano.
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celtz_valmont
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Re: O Desafio dos Deuses - ON

Mensagem por celtz_valmont » 25 Out 2016, 10:02

Um Halfling vestindo uma roupa de aventureiro exemplar com um quepe na cabeça além de uma capa e botas feitas para viajem andava entre as tropas, ele era Guil Herme, um Halfling famoso pelo seu conhecimento de armas de cerco e por utilizar elas em suas aventuras, caçando principalmente aberrações que se originavam da tormenta.
Ele se sentia incerto, mas não tinha medo, sabia que seu oponente desconhecido era implacável, e tinha que ser igualmente se quisesse sobreviver, mas doía seu coração o tom fúnebre que as pessoas escondiam, a tensão antes da grande luta, ainda mais contra um oponente poderoso que destruiu um pais inteiro, sabia que não podia motiva-los todos, mas sabia que se ajudasse um pouco no humor dos guerreiros poderia dar uma pequena vantagem na batalha, mesmo que fossem poucos que sejam afetados, então chega num grupo em volta de uma fogueira, eles estavam meio sombrios mesmo que não quisessem demonstrar, então fala para eles.
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Sabe uma vez vi o novato se prender a roupa numa arma de cerco enquanto estava carregando, quando ele percebeu ele ficou com tanto medo que se mijou nas calças, aquilo foi hilário. Sabem nos todos já fomos novatos, e sentíamos muito medo quando algo acontecia, agora nós somos veteranos e estamos aqui para lutar, alguns não por vontade própria, outros são tão loucos quanto eu que estamos por vontade própria, mas é daí? Nós estamos aqui para esperar a grande luta, mas não podemos fazer isso em grande estilo e como uma festa? Então vamos nos divertir um pouco pessoal! E bardo toca uma música alegre de preferência sem morte para nossos amigos aqui!
Ele pagava para um bardo tocar uma música alegre para aquele grupo, sabia que eles podiam não se afetados por suas palavras, mas era uma tentativa de levantar o humor deles, então se afasta rapidamente do grupo e procura alguém importante ou comandante que estavam planejando o combate.
Ele tinha preferência em achar a Lady Shivara, já que ela era que tinha organizado todo combate, além de ser tecnicamente a Regente de sua terra natal pelo qual lutariam no dia seguinte. Ele queria oferecer sua ajuda para as armas de cerco, que eram sua especialidade, ou se iam utilizar elas contra as aberrações, se pudesse ajudar nessas situações ele se sentiria mais confortável, mesmo sabendo que talvez teria que seguir ordens, algo que não gostava, pois as normas limitam muito como pode ajudar as pessoas e salva-las, sabia que tinha que quebrar algumas ordens e leis sempre para um bem maior.
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"Algumas pessoas pensam que vilão significam maldade, que o caos e ruim, eu acredito que vilões são feitos de escolhas nos quais ele acha certo, mesmo que toda sociedade diga que esta errado, mas as vezes ele esta certo mesmo."- Minha opinião sobre os "vilões " de Nimora

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John Lessard
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Re: O Desafio dos Deuses - ON

Mensagem por John Lessard » 25 Out 2016, 11:12

Prólogo - Calmaria

Guil jogou uma moeda para um bardo tocar uma música alegre para aqueles novatos nervosos. Ele mesmo não ficou para ouvir a canção, saindo procurando por Shivara Sharpblade. Andou pelos corredores formados por tendas e mais tendas, perguntou aqui e acolá. Se espremeu entre pessoas, passou por baixo das pernas de outras, quando a mulher vinha em sua direção. Ela era alta e imponente em sua armadura de batalha e sua espada na cintura. Os olhos e os cabelos ferozes, rosto duro. Estava rodeada por oficiais, com capas e armaduras.
Shivara Sharpblade
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- Quero mais homens na linha de frente...
Guil chamou sua atenção sobre alguma coisa que dizia. "Combater a Tormenta... Armas de Cerco..."
Shivara Sharpblade
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- Agradeço sua presença aqui pequeno, amanhã estaremos todos juntos como Artonianos para retomar Amarid!
Ela fez um gesto militar para ele que significava respeito e e continuou andando com seus oficiais. O Halfling viu que gastara o dia inteiro para acha-la e já era noite. Pelo menos havia conseguido algumas palavras da General antes da batalha.
Ganhou 1 PA.
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Rant
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Re: O Desafio dos Deuses - ON

Mensagem por Rant » 25 Out 2016, 11:32

Thefinrimm observava as nuvens rubras com um misto de assombro e curiosidade. Já tinha ouvido sobre o que acontecera à longínqua ilha do Reino de Tamura. Na verdade havia estudado insistentemente sobre o assunto e chegava a ter um entendimento considerável sobre a Tormenta, mas nunca havia de fato estado perto dela.

Por metade do dia ele havia ficado sentado, distante do acampamento e suas distrações estudando o que via a distância e confrontava com seus rascunhos, enquanto concertava ou formulava novas teorias e as anotava em seus manuscritos. O isolamento e a concentração imergiram tanto o estudioso que ele nem notou a aproximação de outros que como ele desejavam compreender o que enfrentariam e se sentiram encorajados também a se afastar daquelas distrações. Quando se deu conta, as palavras que falava para si mesmo durante uma racionalização de algumas teorias, eram encaradas por alguns dos presentes como uma palestra sobre o assunto e deixando-se levar pela situação, debatia e confrontava com os demais os resultados de seus estudos a fim de alcançarem alguma conclusão sobre os casos.

Contente pela troca de experiências, o elfo deixou os demais nas suas próprias conjecturas e divagações propostas, tomarem as rédeas do “encontro” e aproveitou para absorver o que podia daquelas mentes brilhantes que dificilmente abriam seus estudos à outros.

Pelo restante do dia ele ficaria ali debatendo ou procurando outros estudiosos, de quaisquer profissões ou ofícios, não só magos, mas que quisessem ajudar a desenvolver os debates sobre o inimigo e acrescentar algo ao tema. Procuraria inclusive grandes personalidades que pudessem se interessar, e se elas não pudessem comparecer ao “encontro” fomentado, levaria as teorias estudadas e desenvolvidas até o momento até eles.

Em específico havia dois grandes Mestres da Magia que ele procuraria. Apesar de opostos, eles sem sombra de dúvidas eram grandes arcanos e seu entendimento deveria ser sem igual. Ele esperava um encontro mais difícil com o Arquimago Vectorius do que com Mestre Talude (que ele já tivera a oportunidade de conhecer em sua escola), já que ele era também um sacerdote de Wynna mas ainda assim não desistiria de tentar.

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celtz_valmont
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Re: O Desafio dos Deuses - ON

Mensagem por celtz_valmont » 25 Out 2016, 17:26

Ele se sentia satisfeito, pois o que via nos olhos dela era puro fogo, determinação maior que qual quer um e isso aumentou a sua admiração por ela e ao sair ate pensa alto depois de uma certa distancia.
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Acho que ela conseguiria derrotar qual quer um se ela tiver determinada para isso, ate o mestre Arsenal, a tormenta que tenha cuidado, fizeram uma inimiga poderosa.
Dizia rindo para si mesmo e com confiança redobrada para a luta do dia seguinte, essa empolgação deu animo para ele pesquisar um pouco mais do conhecimento que o exercito tinha sobre a tormenta, pois esse era o principal objetivo dele, acumular conhecimento para derrotar o seu inimigo odiado, e caso não encontrasse iria para sua carroça-carruagem para dormir lá e descansar para batalha.
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Sadao
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Re: O Desafio dos Deuses - ON

Mensagem por Sadao » 25 Out 2016, 22:31

Havia bom tempo que não entrava em lugar assim. Muitos dizem que lugares assim são lugares de morte. Vivo com morte tempo todo, acostumado assim. Não ter mais lugar, tribo rejeitar por algo que não sei explicar. Os meus dentro de tribo queriam motivo para me expulsar, conseguiram. Aventuras e mais aventuras viverei para ter alegria denovo. Deixar tribo foi ruim, mas vida segue.
Armas comigo. Tollonbhala, Tollonudatira's e Bahrekavaca nas costas, arrumadas de maneira boa para correr. Agakuratobane estou vestindo. Cheiro terrível. Bosta de vários chega a faro de longe. Tenho de sair daqui. Corro a toda procurando lugar melhor para ficar longe de cheiro de bosta intenso. Desvio de pessoas, de tendas, de mais pessoas, de armas. Parava lugar qualquer. Olhava ao redor. Muita gente.
Disseram que haveria pessoas importantes, pessoas poderosas, pessoas que poderiam dizer como ganhei tal poder do redor. Falam que pessoa de barba grande e vestido longo pode falar sobre. Procuro por pessoa. Lembro de como chama ele: Mago Tai... Tairu... Tairude Vec...Vecrit... Vhiecritoruis. Tenho que encontrar. Tenho que encontrar Mago Tairude Vhiecritoruis. Chamo, para ver se escuta. Esperança ter, conseguir conseguirei.
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Re: O Desafio dos Deuses - ON

Mensagem por Khrjstjano » 26 Out 2016, 01:19

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O céu relampejava. Relâmpagos vermelhos. Em volta, tudo era vermelho. O céu. A poeira. Tudo era Tormenta.

Kazuma havia descansado o suficiente. Relaxou, abandonando a posição de transe. Meditava a respeito do amanhã. E do ontem. Toda sua vida o levara até ali. Logo chegaria a hora de descobrir para que.

Cansado de pensar, abriu um olho levemente. Então levantou.
Segundo ouvira o ataque seria no dia seguinte. Havia tempo para uma missão de reconhecimento. Caminhou em direção ao forte de Amarid, até os limites do acampamento do exército do Reinado e além.
De um lugar mais próximo ao forte, vou observar as características daquela área de Tormenta, comparando com meus conhecimentos anteriores. Vou gastar um bom tempo com isto, tentando descobrir o máximo possível sobre a natureza do terreno maldito e dos inimigos observáveis.

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Re: O Desafio dos Deuses - ON

Mensagem por Senimaru » 26 Out 2016, 04:48

Diferente dos outros que estavam ali para defender suas casas, seus reinos, suas famílias, por vingança e outros motivos nobres Soubeck não tinha nenhum desses motivos. Ele filho do Capitão da Serpente de Aço, Jack Greed o mais temido pirata da Região de Moreania, que ele foi descobrir mais tarde quando seus grandes poderes despertaram sendo um poderoso dragão marinho. Vivendo no navio, filho do capitão ele tinha muitas regalias o que o fez bastante bastante ocioso, seus pais não gostando disso o mandaram para Arton para aprender a se virar sozinho sem a fama deles. Mas sua hereditariedade o garantia muito poder e logo ele se fez famoso, chamavam ele de o Inevitável pois quando ia atras de algo dificilmente algo podia para-lo ou ficar no seu caminho inteiro. Ele por sua natureza sempre queria mais mas não dinheiro ou riquezas e sim mais aventuras, mais desafios, mais coisas interessantes, a riqueza apesar de boa era segundaria, ele sempre gastava demais induzindo em todos os prazeres terrenos. Anos se passaram e ele começou a ouvir sobre um exercito se reunindo no Forte Arimad, algo sobre enfrentar a Tormenta e ele sem poder resistir a um desafio foi até o forte e o Inevitável foi recebido de braços abertos.

Ele por onde ia atraia olharem anto de admiração e temor mas aquilo não o incomodava, ele tinha convicção que era mais forte que qualquer um que fosse querer brigar ou obrigar ele a algo. A espera era tediosa demais, Soubeck não era idiota ou burro como muitos achavam, sabia que algo dessa magnitude teria que ser planejada com cuidado mas para ele ainda sim era tedioso. Olhou em volta viu bardos, raparigas, dados e bebidas, pegou sua bolsinha de dinheiro com um sorriso feliz mas ele logo se desfez quando a unica coisa que saiu dela foi uma traça, um pequena lagrima podia ser vista escorrendo de seu rosto. Agora o plano era descobrir um maneira de fazer um dinheirinho rápido e rapidamente pensou num plano que não tinha como dar errado... pelo menos na mente dele. Procurou um pedaço de pedra grande carregou ela no meio de todos e colocou perto das jogatinas de dados.
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Venham todos, principalmente os mais fortes e corajosos! Venham testar o quão forte realmente é! Uma oportunidade unica na vida, uma queda de braço valendo um guarda costa e não somente um guarda costa mas O MELHOR deles... eu. Apenas 10 TO para participar.
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Me? Mad? Haha... quite likely!

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Aldenor
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Re: O Desafio dos Deuses - ON

Mensagem por Aldenor » 26 Out 2016, 08:29

Ela abriu os olhos assim que seus ouvidos captaram uma gritaria. Atenta, sentou-se em seu saco de dormir com a mão na sua katana. Olhou em volta sobre o mar de indivíduos ensacados e fixou sua visão para além, no meio de algumas barracas. Ela estava em uma espécie de "limbo", uma aventureira solitária, sem grupo, sem guilda, sem pertencimento. Ali estavam todos como ela, pessoas que, por algum motivo, não tinham formado grupo, mas vieram a Grande Batalha do Forte Amarid. Vieram ver suas mortes.

Cecília voltou a deitar e olhou as estrelas. Por mais que tentasse, as lembranças do sonhos eram inalcançáveis. Ficou angustiada e isso atrapalhou seu sono. Levantou-se e recolheu seu saco de dormir.

Ao chegar em uma clareira no meio das tendas dos grupos de aventureiros - já que os militares e as ordens de cavalaria estavam em outros lugares - Cecília viu algo inusitado. Um moreau crocodilo. Ergueu uma sobrancelha ao notar asas e algumas escamas estranhas. Sua estranheza atiçou sua curiosidade.
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Venham todos, principalmente os mais fortes e corajosos! Venham testar o quão forte realmente é! Uma oportunidade unica na vida, uma queda de braço valendo um guarda costa e não somente um guarda costa mas O MELHOR deles... eu. Apenas 10 TO para participar.
Sua fala era inesperada. Cecília se destacou no meio daquelas pessoas. Muitos olhavam com cenho franzido, outros com expressão curiosa. Nenhum teve ânimo ou coragem de dar um passo a frente como ela. Ela se pôs atrás da pedra e apoiou seu cotovelo direito, com a palma da mão aberta na direção da criatura.
Cecília
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Vamos ver se você será um bom guarda-costas...
Disse com um sorriso nos lábios e um olhar juvenil, zombeteiro.
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